quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

J’ACUSE !!! (Eu acuso !) Tributo ao Professor Kássio Vinícius Castro Gomes

Os descaminhos... cuidem daqueles que herdarão o que está sendo legado.
Quem sabe possamos reverter este quadro. Há que se ter boa vontade e AÇÃO.
Há que se trabalhar com a infância e juventude, dar-lhes a possibilidade de sonhar.
De teor forte e polêmico, este texto serve para reflexão sobre a situação da educação brasileira.


J’ACUSE !!! (Eu acuso !) Tributo ao Professor Kássio Vinícius Castro Gomes

« Mon devoir est de parler, je ne veux pas être complice. (Émile Zola)
Meu dever é falar, não quero ser cúmplice. (...) (Émile Zola)


Foi uma tragédia fartamente anunciada. Em milhares de casos, desrespeito. Em outros tantos, escárnio. Em Belo Horizonte, um estudante processa a escola e o professor que lhe deu notas baixas, alegando que teve danos morais ao ter que virar noites estudando para a prova subsequente. (Notem bem: o alegado “dano moral” do estudante foi ter que... estudar!).
A coisa não fica apenas por aí. Pelo Brasil afora, ameaças constantes. Ainda neste ano, uma professora brutalmente espancada por um aluno. O ápice desta escalada macabra não poderia ser outro.
O professor Kássio Vinícius Castro Gomes pagou com sua vida, com seu futuro, com o futuro de sua esposa e filhas, com as lágrimas eternas de sua mãe, pela irresponsabilidade que há muito vem tomando conta dos ambientes escolares.
Há uma lógica perversa por trás dessa asquerosa escalada. A promoção do desrespeito aos valores, ao bom senso, às regras de bem viver e à autoridade foi elevada a método de ensino e imperativo de  convivência supostamente democrática.
No início, foi o maio de 68, em Paris: gritava-se nas ruas que “era proibido proibir”. Depois, a geração do “não bate, que traumatiza”. A coisa continuou: “Não reprove, que atrapalha”. Não dê provas difíceis, pois “temos que respeitar o perfil dos nossos alunos”. Aliás, “prova não prova nada”. Deixe o aluno “construir seu conhecimento.” Não vamos avaliar o aluno. Pensando bem, “é o aluno que vai avaliar o professor”. Afinal de contas, ele está pagando...
E como a estupidez humana não tem limite, a avacalhação geral epidêmica, travestida de “novo paradigma” (Irc!), prosseguiu a todo vapor, em vários setores: “o bandido é vítima da sociedade”, “temos que mudar ‘tudo isso que está aí’; “mais importante que ter conhecimento é ser ‘crítico’.”
Claro que a intelectualidade rasa de pedagogos de panfleto e burocratas carreiristas ganhou um imenso impulso com a mercantilização desabrida do ensino: agora, o discurso anti-disciplina é anabolizado pela lógica doentia e desonesta da paparicação ao aluno – cliente...
Estamos criando gerações em que uma parcela considerável de nossos cidadãos é composta de adultos mimados, despreparados para os problemas, decepções e desafios da vida, incapazes de lidar com conflitos e, pior, dotados de uma delirante certeza de que “o mundo lhes deve algo”.
Um desses jovens, revoltado com suas notas baixas, cravou uma faca com dezoito centímetros de lâmina, bem no coração de um professor. Tirou-lhe tudo o que tinha e tudo o que poderia vir a ter, sentir, amar.
Ao assassino, corretamente , deverão ser concedidos todos os direitos que a lei prevê: o direito ao tratamento humano, o direito à ampla defesa, o direito de não ser condenado em pena maior do que a prevista em lei. Tudo isso, e muito mais, fará parte do devido processo legal, que se iniciará com a denúncia, a ser apresentada pelo Ministério Público. A acusação penal ao autor do homicídio covarde virá do promotor de justiça. Mas, com a licença devida ao célebre texto de Emile Zola, EU ACUSO tantos outros que estão por trás do cabo da faca:
EU ACUSO a pedagogia ideologizada, que pretende relativizar tudo e todos, equiparando certo ao errado e vice-versa;
EU ACUSO os pseudo-intelectuais de panfleto, que romantizam a “revolta dos oprimidos”e justificam a violência por parte daqueles que se sentem vítimas;
EU ACUSO os burocratas da educação e suas cartilhas do politicamente correto, que impedem a escola de constar faltas graves no histórico escolar, mesmo de alunos criminosos, deixando-os livres para tumultuar e cometer crimes em outras escolas;
EU ACUSO a hipocrisia de exigir professores com mestrado e doutorado, muitos dos quais, no dia a dia, serão pressionados a dar provas bem tranqüilas, provas de mentirinha, para “adequar a avaliação ao perfil dos alunos”;
EU ACUSO os últimos tantos Ministros da Educação, que em nome de estatísticas hipócritas e interesses privados, permitiram a proliferação de cursos superiores completamente sem condições, freqüentados por alunos igualmente sem condições de ali estar;
EU ACUSO a mercantilização cretina do ensino, a venda de diplomas e títulos sem o mínimo de interesse e de responsabilidade com o conteúdo e formação dos alunos, bem como de suas futuras missões na sociedade;
EU ACUSO a lógica doentia e hipócrita do aluno-cliente, cada vez menos exigido e cada vez mais paparicado e enganado, o qual, finge que não sabe que, para a escola que lhe paparica, seu boleto hoje vale muito mais do que seu sucesso e sua felicidade amanhã;
EU ACUSO a hipocrisia das escolas que jamais reprovam seus alunos, as quais formam analfabetos funcionais só para maquiar estatísticas do IDH e dizer ao mundo que o número de alunos com segundo grau completo cresceu “tantos por cento”;
EU ACUSO os que aplaudem tais escolas e ainda trabalham pela massificação do ensino superior, sem entender que o aluno que ali chega deve ter o mínimo de preparo civilizacional, intelectual e moral, pois estamos chegando ao tempo no qual o aluno “terá direito” de se tornar médico ou advogado sem sequer saber escrever, tudo para o desespero de seus futuros clientes-cobaia;
EU ACUSO os que agora falam em promover um “novo paradigma”, uma “ nova cultura de paz”, pois o que se deve promover é a boa e VELHA cultura da “vergonha na cara”, do respeito às normas, à autoridade e  do respeito ao ambiente universitário como um ambiente de busca do conhecimento;
EU ACUSO os  “cabeça – boa” que acham e ensinam que disciplina é “careta”, que respeito às normas é coisa de velho decrépito,
EU ACUSO os métodos de avaliação de professores, que se tornaram templos de vendilhões, nos quais votos são comprados e vendidos em troca de piadinhas, sorrisos e notas fáceis;
EU ACUSO os alunos que protestam contra a impunidade dos políticos, mas gabam-se de colar nas provas, assim como ACUSO os professores que, vendo tais alunos colarem, não têm coragem de aplicar a devida punição.
EU VEEMENTEMENTE ACUSO os diretores e coordenadores que impedem os professores de punir os alunos que colam, ou pretendem que os professores sejam “promoters” de seus cursos;
EU ACUSO os diretores e coordenadores que toleram condutas desrespeitosas de alunos contra professores e funcionários, pois sua omissão quanto aos pequenos incidentes é diretamente responsável pela ocorrência dos incidentes maiores;
Uma multidão de filhos tiranos que se tornam alunos -clientes, serão despejados na vida como adultos eternamente infantilizados e totalmente despreparados, tanto tecnicamente para o exercício da profissão, quanto pessoalmente para os conflitos, desafios e decepções do dia a dia.
Ensimesmados em seus delírios de perseguição ou de grandeza, estes jovens mostram cada vez menos preparo na delicada e essencial arte que é lidar com aquele ser complexo e imprevisível que podemos chamar de “o outro”.
A infantilização eterna cria a seguinte e horrenda lógica, hoje na cabeça de muitas crianças em corpo de adulto: “Se eu tiro nota baixa, a culpa é do professor. Se não tenho dinheiro, a culpa é do patrão. Se me drogo, a culpa é dos meus pais. Se furto, roubo, mato, a culpa é do sistema. Eu, sou apenas uma vítima. Uma eterna vítima. O opressor é você, que trabalha, paga suas contas em dia e vive sua vida. Minhas coisas não saíram como eu queria. Estou com muita raiva. Quando eu era criança, eu batia os pés no chão. Mas agora, fisicamente, eu cresci. Portanto, você pode ser o próximo.”
Qualquer um de nós pode ser o próximo, por qualquer motivo. Em qualquer lugar, dentro ou fora das escolas. A facada ignóbil no professor Kássio dói no peito de todos nós. Que a sua morte não seja em vão. É hora de repensarmos a educação brasileira e abrirmos mão dos modismos e invencionices. A melhor “nova cultura de paz” que podemos adotar nas escolas e universidades é fazermos as pazes com os bons e velhos conceitos de seriedade, responsabilidade, disciplina e estudo de verdade.
Igor Pantuzza Wildmann é Advogado, Doutor em Direito, Professor universitário.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Mestrado Profissional ou Acadêmico?

Interessante a notícia anexa, pois a gente percebe a possibilidade imensa da  modalidade semipresencial na qualificação das pessoas de uma forma geral, num país cujo segmento "educação" deve crescer a altas taxas por um bom tempo, inclusive para pensarmos de forma mais concreta para viabilização dessa modalidade também na qualificação de servidores da área técnica e administrativa com lotação nas instituições de ensino.
Por outro lado, tenho algumas dúvidas sobre um Mestrado Profissional e aí gostaria que colegas opinassem também. Vejo incoerência em qualificar um Professor ou quem quer que seja em Mestrado Profissional.  Como fica isso, um Mestre Profissional não habilitado para trabalhar na área acadêmica? Seria algo entre Mestrado e Especialização Lato Sensu? De toda forma, fica esquisito, é como se criasse a figura de um Professor de Segunda Classe, ou então alguém que fizesse, estaria em desvantagem ao entrar no Magistério Superior como Mestre. Ou não existiria essa restrição? É caso de se pensar  ao optar por fazê-lo. É como vejo algumas pessoas da minha área discutindo sobre Mestrado Profissional em Administração. Então pergunto -Isso é para substituir o consagrado MBA? De onde vem essas "brilhantes" idéias?
Por que não o Mestrado Acadêmico semipresencial? Sem distinção do 100% presencial em termos de valorização. É Mestrado e pronto. É aí que entra a crítica. A gente vê estruturas acadêmicas montadas, tentando massificar o ensino de graduação, mas falta a boa vontade para qualificar os interessados em seguir carreira acadêmica. Minha opinião é que existe um componente corporativo, extremamente prejudicial ao desenvolvimento do ensino como também da pesquisa no nosso país, e que deve ser urgentemente debatido, de forma ampla e democrática.
Ronaldo São Romão Sanches, administrador, MBA em Planejamento e Gestão Estratégica, e-mail: ronaldo.autonomista@gmail.com
19/1/2011
Agência FAPESP – O Mestrado Profissional em Matemática em Rede Nacional (Profmat), curso semipresencial coordenado pela Sociedade Brasileira de Matemática, está com inscrições abertas para processo seletivo até 31 de janeiro.
O Profmat é um curso de pós-graduação stricto sensu para o aprimoramento da formação profissional de professores da educação básica. Curso de oferta nacional, ele é realizado por uma rede de instituições de ensino superior e tem como objetivo atender professores de matemática de ensino básico, com prioridade para os da rede pública.
O Mestrado Profissional em Matemática em Rede Nacional é aprovado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior e está inserido no projeto Universidade Aberta do Brasil, do Ministério da Educação. O curso tem duração de dois anos, com aulas presenciais e atividades a distância.
Devido à abrangência nacional do projeto o Profmat envolve 57 instituições em 25 estados. Nesta etapa, os institutos de Geociências e Ciências Exatas (IGCE), em Rio Claro, e o de Biociências e Ciências Exatas (Ibilce), em São José do Rio Preto, ambos da Universidade Estadual Paulista (Unesp), servirão de base para as atividades do mestrado.
Ao todo, são 100 vagas disponíveis nos dois institutos (50 para cada unidade).
Mais informações e inscrições: www.profmat-sbm.org.br/default.asp

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Muitos animais perdidos e soterrados na Região Serrana do RJ

Os animais também estão sofrendo muito com o que ocorreu na Região Serrana do Rio de Janeiro. Casos de soterramento, de afogamento, de perda dos seus donos e suas casas. Na foto abaixo, do Wilton Junior, da Agência Estado, vemos um flagrante de dedicação e companheirismo de um cão, até a ultima hora da sua dona. O cão Leão permaneceu neste sábado ao lado da sepultura número 305, de sua dona, Cristina Maria Cesário Santana, uma das vítimas da tragédia em Teresópolis, região serrana do Rio. Ela foi enterrada no Cemitério Municipal Carlinda Berliniro.

veja abaixo algumas reportagens.
A vice-presidente da ONG Gapa-ma, Rosemary Hissa, pede que as pessoas ajudem os animais que estiverem vagando pelas ruas, dando banho para evitar doenças, alimento, água limpa e, se possível, abrigando-os e procurando por seus tutores.
leia mais:
Muitos animais perdidos e soterrados na Região Serrana do RJ
Suípa recolhe donativo para os bichos até as 16h deste domingo. ONGs fazem mutirão para ajudar cães, gatos, cavalos e coelhos.
Animais sofrem com feridas e abandono na Região Serrana do RJ
Os bichos perambulam pelas ruas de Teresópolis sujos de lama, sem casa, sem dono e sem comida. Voluntários tentam se organizar como podem num galpão. Eles separam a ração e os remédios doados.
veja o vídeo da reportagem do Jornal Hoje
ONGs se mobilizam para amenizar sofrimento de animais vítimas da tragédia no Rio

Globalização de tudo

Estava pensando outro dia, a respeito do que considero o írreversível processo de globalização.
Interessante que algumas nações desejam exportar de tudo. Que seus cidadãos possam fazer o que quiser em qualquer parte do mundo, mas consideram globalizável somente o resto do mundo, das suas fronteiras para fora. Isso é uma grande hipocrisia.
Como exemplo disso, podemos citar os Estados Unidos erguendo muros na sua divisa com o México.
Europa que historicamente pilhou de tudo, do Novo Mundo até o Oriente, tenta conter imigrantes que buscam um lugar ao Sol para sobreviver dignamente, vejo ações mesquinhas e covardes das autoridades espanholas maltratando cidadãos no Aeroporto de Barajas, em Madri, uma das portas da comunidade européia, argumentando que faz parte da política de gerenciamento de fronteiras e que recebe o nome de "Espaço Schengenem". Na realidade isso é exemplo de falta de educação e de ingratidão. Mas a derrubada desse tipo de barreira também é inevitável, assim como os muros que Israel insiste em construir na Palestina. Tudo em vão. Ainda bem, é só uma questão de tempo, pois esse ranço é fruto da ignorância, do preconceito, da discriminação, cujo tempo está sendo vencido pela fraternidade e pela solidariedade, que são sentimentos nobres e inerentes ao ser humano cada vez mais detentor do saber, do conhecimento.
É como se quisessem erguer uma barreira e separar pobres dos ricos, doentes dos sadios, bonitos dos feios.
Mas queria dizer que esse processo de globalização avança de forma consistente em todos os setores. É a globalização da cidadania, de todos os povos, de todas as religiões, dos costumes, das culturas, de doutrinas filosóficas, enfim do saber.
O ser humano é isso, é resultado dessa somatória, de erros e de acertos. E aí vemos como inevitável a superação da cultura da guerra, do confronto pela do diálogo, da convivência e do respeito pelas divergências.
Ronaldo São Romão Sanches, e-mail: ronaldo.autonomista@gmail.com

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Ecologia na Obra de Chico Xavier - Palestra de André Trigueiro realizada no dia 17/04/2010, em Brasília-DF

Pertinente vermos a abordagem do André Trigueiro, com relação ao tema, pena que tive acesso apenas a um trecho. Vou ver se consigo o restante da sua palestra.
André Trigueiro é jornalista com Pós-graduação em Gestão Ambiental pela COPPE/UFRJ, Professor e criador do curso de Jornalismo Ambiental da PUC/RJ, autor do livro Mundo Sustentável - "Abrindo Espaço na Mídia para um Planeta em transformação" (Editora Globo, 2005), Coordenador Editorial e um dos autores do livro "Meio Ambiente no século XXI", (Editora Sextante, 2003).

A tragédia e seus culpados

A torrente de lama desce das encostas e soterra quase 400 vidas. A cena se repete todos os anos, com maior ou menor intensidade, com mais ou menos mortos. Os rios saem do seu leito, invadem as casas e os telejornais de janeiro ganham a emoção natural que no resto do ano os repórteres e os animadores de auditório que se travestem de jornalistas se esforçam para criar.
Leia o excelente artigo do Sandro Vaia, no Blog do Noblat

Sobre as inundações na Austrália

Por esse vídeo do Brisbane Times, dá pra gente ter uma noção da tragédia que está assolando uma grande parte da Austrália, principalmente o Estado de Queensland e a terceira maior cidade do país.
Fico ainda mais preocupado, pois tenho um filho que foi para lá, para um período de estudo, no início do mês, e portanto poucos dias antes dessa tragédia que já conta com 2 dezenas de mortos e prejuizos materiais estimados em U$ 5 bilhões.
Pelo que fiquei sabendo, é a maior inundação da história, mas a cidade tem um histórico de inundações, entre as quais uma grande cheia em 1974.
Creio que o diferencial que já deu para verificar é no tocante a forma que as autoridades públicas tratam os desastres naturais e a forma de prevenção,  visando os menores prejuizos possíveis fente as calamidades, um bom sistema de defesa civil, de alarme, aliados a um programa de obras cuidadosamente planejado.
Ronaldo São Romão Sanches, e-mail: ronaldo.autonomista@gmail.com 

Sobre a tragédia da região serrana do RJ

A gente vê todos os anos nessa época de chuvas, tragédias acontecerem nos mais variados pontos do país e do mundo. Exemplo disso está nas inundações em Queensland, na Austrália.
Mas eventos como êsse da região serrana do Rio de Janeiro, ou de regiões serranas em qualquer parte, são tragédias anunciadas, devido a época de chuvas, aliadas à fatalidade, mas também ao descaso das administrações públicas, seja federal, estaduais e municipais, que na grande maioria das vezes atuam de forma displicente, sem planejamento, sem programas definidos, somente na base do improviso.
Regiões com esse perfil de terreno, de topografia, precisam de  cuidadoso programa de preservação, de ocupação limitada ao mínimo, de fiscalização  rigorosa para evitar ocupações desordenadas, aliado a programas de educação ambiental e de remoção e alocação de moradores nessas condições precárias. Infelizmente é o retrato do país, principalmente das grandes áreas metropolitanas. 
Resta-nos num momento desses, além de lamentarmos a morte de tantas pessoas e de tantos prejuizos materiais, buscarmos auxiliar de alguma forma os flagelados, mas é hora de refletirmos sobre cidadania, como fazer política, como participar mais dos processos de escolha dos nossos representantes, de escolher pessoas com qualificação para o exercício dos cargos públicos.
Ronaldo São Romão Sanches, e-mail: ronaldo.autonomista@gmail.com

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Pra quem gosta de fotografia, em especial fotos panorâmicas

Quem gosta de fotografia não deve deixar de visitar o site 360 Cities, de fotos panorâmicas. Sensacional. Visite o mapa onde pode escolher  fotos de locais do mundo inteiro. Veja também o Blog do site: http://blog.360cities.net/
Aproveitei e tive uma idéia melhor da cidade onde o Guilherme chegou para uma estada de 7 meses de estudo e trabalho, ao carregar a página, clique na tela cheia (fullscreen), você tem a opção de fechar a lateral que mostra o mapa do local. Clique para mostrar o controle (showcontrol) e vá girando 360º. Muito legal: Brisbane na Austrália.
 

Conheça o verdadeiro sanduíche Bauru

Muitas pessoas no mundo todo saboreiam o sanduíche Bauru e nem imaginam que o lanche foi batizado com este nome por causa de um bauruense. A receita, embora simples e hoje conhecida internacionalmente, foi inventada em 1933 pelo então radialista Casimiro Pinto Neto, o Bauru, apelido que recebeu dos amigos quando chegou à capital por causa da sua origem. Foto: Ponto Chic, em São Paulo, onde tudo começou. Veja a matéria completa no Vivendo Bauru

Uma linha do tempo, do Marechal Deodoro a Dilma Rousseff

Trabalho bem interessante que a editoria de política do jornal O Estado de São Paulo está desenvolvendo. Uma linha do tempo, com os governos republicanos do primeiro ao atual Presidente da República, do Marechal Deodoro a Dilma Rousseff. Até a edição de hoje, são sete ocupantes do posto.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Começou bem!!!

Quem teve a idéia?

Ainda no clima de Ano Novo, recebi do amigo Jorge Quércia, do Rio de Janeiro, essa coisa linda do Carlos Drummond de Andrade, que repasso a todos os amigos, com augúrios que 2011 seja repleto de realizações.
Ronaldo


Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias,
a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial.
Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão.

Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos.
Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez
com outro número e outra vontade de acreditar
que daqui para adiante vai ser diferente...

...Para você,
Desejo o sonho realizado.
O amor esperado.
A esperança renovada.

Para você,
Desejo todas as cores desta vida.
Todas as alegrias que puder sorrir.
Todas as músicas que puder emocionar.

Para você neste novo ano,
Desejo que os amigos sejam mais cúmplices,
Que sua família esteja mais unida,
Que sua vida seja mais bem vivida.

Gostaria de lhe desejar tantas coisas.
Mas nada seria suficiente...
Então, desejo apenas que você tenha muitos desejos.
Desejos grandes e que eles possam te mover a cada minuto,
ao rumo da sua FELICIDADE!!!

(Carlos Drummond de Andrade) 

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Do Rio Grande a Abu Dhabi: Uma odisséia Colorada

Os Colorados que quase lotaram o Estádio de Abu Dhabi, nos Emirados Árabes, onde o Internacional enfrentou o poderoso Mazembe, da República do Congo e ficaram meio chateados, entre eles o meu amigo Luiz Schimitz, da UFSM, que nos enviou as fotos do momento quase histórico da conquista do Bi.
A primeira foto é da peregrinação no Deserto, para onde todos os Colorados foram logo após o jogo e ficaram até a hora da volta. A segunda o Luiz, no traje tradicional de beduino, e a terceira no momento em que as equipes entravam em campo. Aproveito o ensejo para desejar a todos os Colorados um excelente 2011.














quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Farra da Copa inclui contratos mal explicados

Direto do site Claudio Humberto de hoje, 23/12/2010.
Começou a farra de dinheiro público na Copa das Confederações de 2013 e na Copa do Mundo de 2014. O Ministério do Esporte contratou sem licitação a Fundação Getúlio Vargas, por R$ 10 milhões, para “serviços de monitoramento de projetos” com vistas aos eventos. O que seria isso? Após horas de insistência, o ministério deu outra finalidade para o contrato: “fazer monitoramento e identificação de riscos”. Hum...

Pois então, essa relação entre CBF e Governos é muito nebulosa. A CBF é uma entidade nada democrática e controlada com mãos de ferro por Ricardo Teixeira que não larga o "osso" por nada. É uma galinha dos ovos de ouro, e vem de família desde João Havelange, seu ex-sogro. Pra comprovar basta analisar seu estatuto e das demais Federações de Futebol estaduais. Uma grande desserviço para o esporte nacional, especialmente o futebol.
Ronaldo São Romão Sanches, e-mail: ronaldo.autonomista@gmail.com

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Literalmente podemos dizer, mas que cachorrada!!!!!!!!


Não conhecia essa raça de cães. Animais muito bonitos. A raça é a Rhodesian Ridgeback, conhecida como caçadora de leões, se originou no Zimbábue e foi desenvolvida na África do Sul, no século 19.
A dona da cadela Etana e dos 17 filhotes é Ramona Wegeman, que é psiquiatra de animais e precisou parar de trabalhar para cuidar dos filhotes nas primeiras semanas. É mole?? Psiquiatra de animais.
Será que a cadela tinha plano de saúde? hahahahhah
Que cachorrada hein??
Ronaldo
Da BBC Brasil

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Inteligência Espiritual (Liderança)

“A vida é como jogar uma bola na parede. Se for jogada uma bola verde, ela voltará verde; se for jogada uma bola azul, ela voltará azul; se a bola for jogada fraca, ela voltará fraca; se a bola for jogada com força, ela voltará com força: Por isso, nunca jogue uma bola na vida, de forma que não esteja pronto para recebê-la. A vida não dá nem empresta; não se comove nem se apieda. Tudo quanto ela faz é retribuir e transferir aquilo que nós lhe oferecemos.” (Albert Einstein)
Quando falo sobre Inteligência Espiritual ou Espiritualidade, não me refiro à religião, mas à capacidade de transcender tempo e espaço; da consciência de que nossas atitudes vão muito além deste momento e deste lugar, e de que, como disse Teilhard de Chardin, “não somos seres humanos tendo uma experiência espiritual, mas seres espirituais tendo uma experiência humana”, ou seja, o ser humano é na verdade um ser essencialmente espiritual.
Quando transcendemos tempo e espaço, percebemos que fazemos parte de algo muito maior, e naturalmente desenvolvemos nossa Inteligência Espiritual, que na sua essência é o amor, que na prática se revela através da solidariedade e do altruísmo.
Uma pessoa espiritualmente inteligente não se vê separado do outro, da comunidade ou do universo. E se você não se sente separado do outro, é bem provável que não faça mal a ele, porque se o fizer, o estará fazendo a si próprio. Se você não se sente separado da natureza, cuidará dela com o mesmo carinho que cuida de si mesmo. Esta é a Regra de Ouro ou Ética da Reciprocidade: “Trate os outros do modo que você mesmo gostaria de ser tratado. Não faça aos outros o que você não quer que façam a você”.
Liderança é cuidar do presente enquanto cria o futuro, e isso é essencialmente espiritual. Nosso mundo passa por uma crise de sustentabilidade e falta de perspectivas para o futuro, e um dos principais motivos é justamente a ausência de líderes que pensem e ajam com base em princípios e valores que rompam os limites do aqui e agora; líderes que elevem seu olhar para além de interesses que apenas solucionem o imediato e o individual, porque são justamente estes interesses que têm levado a práticas e iniciativas que estão devastando o meio ambiente, consumindo recursos finitos, criando desigualdades, conduzindo a uma enorme crise de liderança nas organizações, e acabando com a saúde e o moral das pessoas.
“Inteligência Espiritual é a capacidade de pensar, sentir e agir crendo que existe algo ou alguém além do tangível ou material, que traz consciência, significado e equilíbrio para o papel das pessoas nas organizações, na família, na sociedade e no mundo”. (Marco Fabossi)
Uma organização espiritualizada prioriza o compartilhamento em vez da competição, para evitar que apenas poucos vençam, levando assim todas as pessoas juntas ao primeiro lugar do pódio. Nestas organizações já não existe espaço para cabeças e ambientes evolucionistas onde o lema darwinista é “cresça ou morra”, “sobreviva ou desapareça”. Uma organização espiritualmente inteligente age com ética e não tem apenas metas a cumprir, mas causas a desenvolver.
O líder inteligente espiritual age com ética, está sempre pronto a ajudar seus colegas, prefere servir a ser servido e não se envergonha de dizer que depende da equipe para crescer. Seu grande propósito é ajudar as pessoas a se desenvolverem para que se tornem melhores seres humanos, pais, filhos, cônjuges, amigos e profissionais, alinhando suas necessidades e valores aos da organização.
O líder espiritualmente inteligente está disposto a pagar o preço por agir com os princípios e valores que acredita, mesmo quando isso possa lhe trazer prejuízos pessoais, políticos ou econômicos, porque sua estrutura de valores está acima de qualquer possibilidade de vantagem pessoal ou corporativa. Ele sabe que amar não é apenas um sentimento, mas uma atitude, tratando as pessoas com decência e respeito e levando toda a equipe a agir da mesma maneira. Ele não compactua com resultados e desempenhos ruins, mas obtém o máximo da equipe por meio de inspiração e motivação. Ele jamais denigre as pessoas a quem serve, e busca incessantemente compreender como suas atitudes podem beneficiar essas pessoas, a organização e o mundo.
É por isso que a Inteligência Espiritual é a essência da Liderança; porque transforma pessoas comuns em líderes extraordinários, que realmente se importam com o ser humano, com a vida e com o futuro.

O autor, Marco Fabossi, é Conferencista, Escritor, Consultor, Coach Executivo e Coach de Equipe, com foco em Liderança. Autor do livro Coração de Líder - A Essência do Líder-Coach. 

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

O fim do CineCultura


Em 17/11/2010, a administração do Cinecultura de Campo Grande, MS, divulgou um breve comunicado à imprensa no qual informava que “as exibições de filmes naquele cinema de arte estavam suspensas por tempo indeterminado”. As razões elencadas eram de que o fechamento se devia a uma série de fatores, dentre os quais, a diminuição de público, a queda nos recursos, e a falta de divulgação, o que fez com que houvesse uma queda significativa no número de espectadores no estabelecimento. Além disso,o fechamento definitivo do local dependeria de acordo a ser firmado com parceiros, para manter em funcionamento algumas de suas atividades. O anúncio da suspensão nas exibições de filmes coincidiu com o encerramento oficial, na sexta-feira anterior (12/11/2010), das inscrições para o 8º FestCine Pantanal, cuja previsão inicial era de ser realizado em janeiro de 2011, mas que tudo indica só deverá acontecer em maio do próximo ano, caso surjam patrocinadores. O fato é que por hora o CineCultura fechou.
Na ocasião, as explicações para o fechamento daquela sala de cinema foram as mais variadas possíveis. O proprietário do cinema, Nilson Rodrigues, disse que “a falta de interesse do Estado e da prefeitura em apoiar a iniciativa inviabilizou sua manutenção”.O presidente da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS), Américo Calheiros, embora reconheça que o Cinecultura presta serviço importante para a cidade, argumentou: “Como repassar recursos a uma iniciativa privada que ganha dinheiro com a venda de ingressos? É um espaço privado como outro qualquer”, resumiu. Para Pedro Ortale, ex-presidente da FCMS, atualmente à frente da organização do 8º FestCine Pantanal, porém, “existem formas legais do governo investir em projetos que fazem uso daquela sala”. E completou: “Todos os cinemas de arte do Brasil são financiados por órgãos públicos ou privados. Não há como ele se manter com o dinheiro da bilheteria”. Para Marcio de Camillo, membro da “Associação Amigos do Cinecultura” (AACIC), o cinema já ameaçava fechar as portas há algum tempo em razão das dificuldades financeiras.(Thiago Andrade/Correio do Estado,18/11/2010).
Mas os protestos e lamentos pelo fechamento do único cinema de arte de Mato Grosso do Sul foram contundentes. Revoltado,o cinéfilo e membro da AACIC, Silvio Santana de Souza, desabafou: “O argumento utilizado por Américo Calheiros de que o governo do estado tem outras prioridades e não poderia dispor de migalhas para o CineCultura, é ridículo. É não reconhecer a importância desse espaço para a cultura do estado.Estávamos nos firmando como capital-pólo cinematográfico no Brasil, coisa rara neste país. Para onde vão o Festcine Pantanal e o Vídeo Índio Brasil?”. E sob o título “Adeus, CineCultura”, em 07/12/2010, no blog “A invenção da solidão” está escrito: “Adeus, Lênin!, O Cheiro do Ralo, Irreversível, Os Sonhadores. Eu poderia ficar até amanhã escrevendo sobre os belíssimos filmes que assisti no CineCultura, e que acaba de fechar as portas. O motivo eu já sei e desconfio há muito tempo: falta de público, prestígio e atenção com este maravilhoso lugar que, a meu ver, era um dos meus favoritos em Campo Grande”. E o artista Marcio de Camillo, completou: “Com o fechamento do CineCultura perdemos um espaço de arte muito importante, principalmente por sediar o festival de cinema, que nos coloca no mapa audiovisual do Brasil”.
É bom que se diga, porém, que apontar a baixa afluência de público como causa principal pelo fechamento do CineCultura é apenas uma meia-verdade. Quando da primeira ameaça de “extinção” daquela sala de cinema em 2007 (ver “Ameaçado de extinção”, no Correio do Estado de 28/04/2007) – e, coincidência ou não, houve também troca no comando do governo estadual! – criou-se a “Associação dos Amigos do CineCultura” (AACIC), visando ajudar o cinema a se manter e em cuja ata de fundação (02/06/2007) consta a participação de 62 associados. Na época, não havia pagamento de mensalidade ou anuidade, mas cada associado adiantava o pagamento de quatro ingressos de meia-entrada por mês, a fim de ver os filmes depois. Além disso, até 2006, o governo estadual contribuía com recursos oficiais para o CineCultura, e em troca os funcionários públicos estaduais pagavam meia-entrada no cinema. Infelizmente, com o tempo a AACIC se esvaziou e hoje suas atas só servem para angariar recursos no ministério da Cultura, em Brasília-DF! E a ajuda do governo estadual escafedeu-se!  
O fato é que desde a sua criação, em maio de 2002, no antigo prédio da missão salesiana na rua Padre João Crippa em frente à praça do Rádio e, posteriormente, no Pátio Avenida, o CineCultura viveu, em termos de recursos financeiros, dois períodos distintos ao ano. O primeiro é o que se poderia chamar de período do “boi gordo no pasto”, que coincide com a realização do FestCine Pantanal e do Vídeo Índio Brasil, quando fluem para cá verbas do ministério da Cultura (Governo Federal), do governo estadual (até 2006!) e da prefeitura local, o que de certa forma mantêm o caixa do CineCultura no azul. O outro é o período das “vacas magras”, quando as verbas federais escasseiam, as municipais e estaduais somem e a sobrevivência do cinema depende exclusivamente da bilheteria. E é essa fase que o Cinecultura atravessa agora e, por isso, fechou.
O que fazer então? Deixar tudo como está e passar a assistir filmes tipo “Harry Potter” ou “Tropa de Elite 2” no Cinemark gastando “os tubos”, ou insistir na reabertura e manutenção do único espaço de Cine-Arte de Campo Grande e do MS, o CineCultura? A resposta inicial foi dada. A presidente da Associação dos Amigos do Cinecultura, Elis Regina, convocou uma reunião da AACIC para o próximo sábado, dia 18, às 16 horas, na sala de projeção daquele cinema no shopping Pátio Avenida. Não vamos deixar a peteca cair, né gente?
O autor, Hermano de Melo, é Escritor, estudante de jornalismo, e membro da Associação dos Amigos do Cinecultura. O artigo foi publicado no jornal Correio do Estado, edição de 16 de dezembro de 2010.