terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Essa reforma política proposta pelo PT é um tiro na democracia.

Que ninguém se engane, pois essa reforma política proposta pelo PT é um tiro na democracia.
É simples compreender, pois se fosse assim, jamais o PT teria chegado ao poder. Agora que chegou, quer mudar as regras do jogo, com o objetivo de se perpetuar no poder.
Um dos pilares básicos da democracia é o pluripartidarismo, ou seja quanto mais inviabilizarmos a criação e o desenvolvimento de novos partidos, mais a livre expressão das idéias estará ameaçada.
O voto fechado em listas e financiamento de campanhas somente com recursos públicos são instrumentos que vão viabilizar esse projeto anti-democrático. Aí sim estaremos a caminho de sermos uma grande Venezuela e a caminho da perpetuação desses que estão no poder. Uma lástima que haja defensores desse golpe.
Da mesma forma a proibição de coligações para as eleições apenas para o Legislativo é uma incoerência, que seja então proibida também para o Executivo.
Ronaldo São Romão Sanches, e-mail: ronaldo.autonomista@gmail.com

domingo, 20 de fevereiro de 2011

A garrafada é um sucesso!!!!!!!!!!!!

Um amigo pediu para ajudar a divulgar o trabalho de um conhecido que faz muito sucesso com suas garrafadas.
Disse que poderia divulgar no meu Blog.
O que voces acham? Será que resolve mesmo? hahahahhhahah.
Essa "pra levanta a moral" disse que faz mais sucesso que uns "azuizinhos" hahahhahah.
Abraço a todos.
Ronaldo

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

5.000 metros em 39 minutos, não é um tempo "queniano", mas tô me inspirando no Marilson Gomes

Então pessoal, sou obrigado a revelar a minha performance atual como "corredor". Devo admitir que esse não é um tempo queniano, ahahahhahah.  Esse foi o tempo de hoje.
Mas tô me inspirando no Marilson Gomes.
Só pra ter uma idéia, ele percorreu os 15.000m da Corrida Internacional de São Silvestre de 2010 em 44min07s sendo que os quenianos Barnabas Kiplagat Kosgei (44min49s) e James Kipsang Kwambai, vencedor em 2009 (45min15s), finalizaram o percurso em segundo e terceiro respectivamente.
Levando em consideração a velocidade média do Marilson (5,578m/s), êle  percorreria os 5.000m em 14min42s. Um pouco mais rápido né? ahahahhah.  
Mas o que fazer senão persistir, treinar. Não é verdade?
O pior é que sei que tem pessoas que até duvidam desse meu tempo. hahahahhahah.
Não tem importância, esses, eu convido a correr junto, na "orla" da Lagoa Itatiaia.
É verdade que tá meio largadinha pela Prefeitura, mas é um belo lugar para andar ou correr em Campo Grande.
Mas, quem se habilita?

Tratamento formal

Ao receber o e-mail que gerou minha postagem anterior, tinha ficado contente em ver que o Juiz Alexandre Eduardo Scisinio tinha proferido a sentença com bom senso, contrária aos interesses absurdos do Requerente.
Depois fiquei pensando e se for mais uma dessas informações que surgem na internet? Será que é verdadeiro o ocorrido? Então dei-me ao trabalho de verificar a procedência, qual não foi minha surpresa ao ver que o Juiz reclamante, não satisfeito com a sentença, ingressou com Recurso no TJ-RJ. E olhem o lamentável resultado, pois, também considero que o tratamento "você" não é desrespeitoso com ninguém. Isso é de uma empáfia ridícula.
Ronaldo São Romão Sanches.

TJ-RJ manda porteiro e condôminos chamar juiz de ‘doutor’
A justiça do Rio de Janeiro determinou que o juiz Antônio Marreiros da Silva Melo Neto deve ser chamado de “doutor”. A decisão do desembargador Gilberto Dutra foi divulgada neste domingo (7/11) pelo colunista Ricardo Boechat, do Jornal do Brasil.
Marreiros entrou com o pedido para obrigar o porteiro e os condôminos do prédio em que mora, em São Gonçalo, a usar o tal tratamento honorífico.
Ao conceder a liminar, o desembargador Dutra criticou o juízo de primeiro grau que não concedeu antecipação de tutela ao colega, chamando de "teratológica" a negativa. Segundo o andamento processual registrado no site do TJ, Marreiros, o agravante, não recolheu as custas para a intimação dos agravados.
O presidente da Seccional da Ordem dos Advogados do Brasil do Rio de Janeiro, Octávio Augusto Brandão Gomes, se disse estarrecido com a decisão. "Todos nós somos seres humanos”, afirmou Gomes. “Ninguém nessa vida é melhor do que o outro só porque ostenta um título, independente de ter o primeiro ou segundo grau completo ou curso superior", completou.
Leia o despacho do desembargador
"Vistos, etc. Tratando-se de magistrado, cuja preservação da dignidade e do decoro da função que exerce, e antes de ser direito do agravante, mas um dever e, verificando-se dos autos que o mesmo vem sofrendo, não somente em enorme desrespeito por parte de empregados subalternos do condomínio onde reside, mas também verdadeiros desacatos, mostra-se, data vênia, teratológica a decisão do juízo a quo ao indeferir a antecipação de tutela pretendida. Isto posto, defiro-a de plano. Oficie-se, inclusive solicitando as informações e indagando sobre o cumprimento do art. 526, do CPC. Intimem-se os agravados para contra-razoes, por carta."
Leia a declaração do presidente da OAB-RJ sobre a decisão
"É lamentável, em pleno século XXI e em pleno Estado Democrático de Direito, nos depararmos com um fato dessa natureza. A Constituição Federal é bem clara quando diz que todos são iguais perante a lei, não devendo existir distinção entre raças, sexo, cor ou religião. Também não deve haver distinção por status.
“Todos nós somos seres humanos. Ninguém nessa vida é melhor do que o outro só porque ostenta um título, independente de ter o primeiro ou segundo grau completo ou curso superior.
“Todos temos a obrigação de nos tratarmos com urbanidade e respeito. Os carentes, os injustiçados, que hoje estão ao largo da sociedade porque muitas vezes sequer têm um prato de comida, esses sim deveriam receber uma atenção especial.
“Quando vejo ser feita uma exigência esdrúxula como essa, paro e me questiono: será que não existem coisas mais importantes para este senhor pensar e realizar? Será que a Justiça não tem processos a julgar, será que eles estão todos em dia? Será que existem juízes que estão com as sentenças todas em dia? Isso vem a demonstrar que não existe realmente uma preocupação com o Estado Democrático de Direito, com um respeito para com o ser humano.
“É lamentável ver um pedido esdrúxulo como esse e, mais lamentável ainda, é que um pedido desse tenha sido deferido pela Justiça. Uma decisão dessa nos deixa estarrecidos e perplexos". 
* Extraído do site Consultor Jurídico.

"Você" ou "Doutor" ? Ou seria Vossa Excelência ?

Juiz entrou na Justiça contra o Condomínio que mora, devido ao tratamento de "Você" dado pelo Porteiro.
Segue abaixo a sentença do Juiz Alexandre Eduardo Scisinio, uma verdadeira aula de Direito e Português, em bela redação, bem articulada e até solidária ao requerente.
Nota 1000 ao  Juiz Alexandre Eduardo Scisinio.

Processo distribuido em 17/02/2005, na  9ª  vara cível de Niterói - RJ

PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - COMARCA DE NITERÓI - NONA VARA CÍVEL
Processo n° 2005.002.003424- 4
S E N T E N Ç A
Cuidam-se os autos de ação de obrigação de fazer manejada por ANTONIO MARREIROS DA SILVA MELO NETO contra o CONDOMÍNIO DO EDIFÍCIO LUÍZA VILLAGE e JEANETTE GRANATO, alegando o autor fatos precedentes ocorridos no interior do prédio que o levaram a pedir que fosse tratado formalmente de "senhor".
Disse o requerente que sofreu danos, e que esperava a procedência do pedido inicial para dar a ele autor e suas visitas o tratamento de "Doutor, senhor"  "Doutora, senhora", sob pena de multa diária a ser fixada judicialmente, bem como requereu a condenação dos réus em dano moral não inferior a 100 salários mínimos. (...)
DECIDO: "O problema do fundamento de um direito apresenta-se diferentemente conforme se trate de buscar o fundamento de um direito que se tem ou de um direito que se gostaria de ter." (Noberto Bobbio, in "A Era dos Direitos", Editora Campus, pg. 15).
Trata-se o autor de Juiz digno, merecendo todo o respeito deste sentenciante e de todas as demais pessoas da sociedade, não se justificando tamanha publicidade que tomou este processo. 
Agiu o requerente como jurisdicionado, na crença de seu direito.
Plausível sua conduta, na medida em que atribuiu ao Estado a solução do conflito.
Não deseja o ilustre Juiz tola bajulice, nem esta ação pode ter conotação de incompreensível futilidade. 
O cerne do inconformismo é de cunho eminentemente subjetivo, e ninguém, a não ser o próprio autor, sente tal dor, e este sentenciante bem compreende o que tanto incomoda o probo Requerente.
Está claro que não quer, nem nunca quis o autor, impor medo de autoridade, ou que lhe dediquem cumprimento laudatório, posto que é homem de notada grandeza e virtude. Entretanto, entendo que não lhe assiste razão jurídica na pretensão deduzida.
"Doutor" não é forma de tratamento, e sim título acadêmico utilizado apenas quando se apresenta tese a uma banca e esta a julga merecedora de um doutoramento. 
Emprega-se apenas às pessoas que tenham tal grau, e mesmo assim no meio universitário. 
Constitui-se mera tradição referir-se a outras pessoas de 'doutor', sem o ser, e fora do meio acadêmico.
Daí a expressão doutor honoris causa - para a honra -, que se trata de título conferido por uma universidade à guisa e homenagem a determinada pessoa, sem submetê-la a exame.
Por outro lado, vale lembrar que "professor" e "mestre" são títulos exclusivos dos que se dedicam ao magistério, após concluído o curso de mestrado. 
Embora a expressão "senhor" confira a desejada formalidade às comunicações - não é pronome -, e possa até o autor aspirar distanciamento em relação a qualquer pessoa, afastando intimidades, não existe regra legal que imponha  obrigação ao empregado do condomínio a ele assim se referir.
O empregado que se refere ao autor por "você", pode estar sendo cortês, posto que "você" não é pronome depreciativo. Isso é formalidade, decorrente do estilo de fala, sem quebra de hierarquia ou incidência de insubordinação. 
Fala-se segundo sua classe social. O brasileiro tem tendência na variedade coloquial relaxada, em especial a classe "semi-culta" , que sequer se importa com isso.
Na verdade "você" é variante - contração da alocução - do tratamento respeitoso "Vossa Mercê".  A professora de Linguística Eliana Pitombo Teixeira ensina que os textos literários que apresentam altas freqüências do pronome "você", devem ser classificados como formais.
Em qualquer lugar desse país, é usual as pessoas serem chamadas de "seu" ou "dona", e isso é tratamento formal.
Em recente pesquisa universitária, constatou-se que o simples uso do nome da pessoa substitui o senhor/a senhora e você quando usados como prenome, isso porque soa como pejorativo tratamento diferente. 
Na edição promovida por Jorge Amado "Crônica de Viver Baiano Seiscentista", nos poemas de Gregório de Matos, destacou o escritor que Miércio Táti anotara que "você" é tratamento cerimonioso. (Rio de Janeiro, São Paulo, Record, 1999).
Urge ressaltar que tratamento cerimonioso é reservado a círculos fechados da diplomacia, clero, governo, judiciário e meio acadêmico, como já se disse. 
A própria Presidência da República fez publicar Manual de Redação instituindo o protocolo interno entre os demais Poderes. 
Mas na relação social não há ritual litúrgico a ser obedecido. Por isso que se diz que a alternância de "você" e "senhor" traduz-se numa questão sociolingüística, de difícil equação num país como o Brasil de várias influências regionais.
Ao Judiciário não compete decidir sobre a relação de educação, etiqueta, cortesia ou coisas do gênero, a ser estabelecida entre o empregado do condomínio e o condômino, posto que isso é tema interna corpore daquela própria comunidade.
Isto posto, por estar convicto de que inexiste direito a ser agasalhado, mesmo que lamentando o incômodo pessoal experimentado pelo ilustre autor, julgo improcedente o pedido inicial, condenando o postulante no pagamento de custas e honorários de 10% sobre o valor da causa. P.R.I. Niterói, 2 de maio de 2005.
ALEXANDRE EDUARDO SCISINIO
Juiz de Direito

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Quem será mesmo o grande vilão?

Lendo o artigo Inimigo público n°1, do Lucas Mendes (1), no qual acusa o funcionalismo público de ser o grande vilão e responsável pelo desequilíbrio nas contas de várias cidades e estados americanos fiquei a pensar sobre o assunto. Será que o funcionalismo público é mesmo o grande vilão?
Gostei da forma direta como aborda o assunto, de desnudar o corporativismo das classes e as relações incestuosas entre os poderes e os sindicatos. Realmente é um assunto palpitante, que nos leva a refletir sobre a necessidade de mudanças na estrutura, autonomia e exercício dos poderes, sob pena de inviabilizarmos instituições governamentais e portanto sermos coniventes com a situação caótica que se apresentarem. É um assunto que nos leva a refletir sobre a nossa disposição em participar mais ativamente das decisões políticas, pois essas terão consequências diretas na nossa qualidade de vida, nos ônus que vão nos imputar, geralmente na forma de impostos crescentes e na diminuição de benefícios sociais gerais em contrapartida ao que estamos pagando, pois recursos crescentes são canalizados para setores específicos e a remuneração do funcionalismo é o ponto que o artigo do colunista levanta.
Fico a pensar também sobre mecanismos de aperfeiçoamento do sistema democrático, e vejo que tudo converge para a responsabilidade cidadã.
É como numa assembléia de condôminos, onde serão debatidos e deliberados assuntos que dizem respeito a todos os moradores do edifício, onde comparece apenas uma pequena minoria. O que deve ser feito? Transfere-se a reunião para outra data e horário, e no fim geralmente haverá a mesma ausência de interessados em debater a pauta ou delibera-se assuntos da reunião com aquele número de participantes? Isso vai depender do estatuto do Condomínio, ou seja, o que ficou expressamente regulado pelas normas definidas quando houve a sua criação. Se ficou decidido que poderia ser realizada assembléia com qualquer número de participantes e portanto validando legalmente o que for decidido, que ninguém fique lamentando depois.
E a gente vê que casos dessa natureza são comuns nas assembléias de associações, sindicatos, conselhos profissionais, como também nas eleições para escolha de nossos representantes no Congresso Nacional e para os cargos do Poder Executivo.
Creio que a sociedade deve estar atenta ao que nossos representantes estão fazendo com a confiança neles depositada. Em sociedades onde existe esse senso de participação mais evoluído, seus cidadãos não conferem poderes tão amplos aos seus representantes. Isso deve estar expresso na constituição em vigor. Creio que esse é o ponto fundamental da questão ao discutirmos um assunto de extrema importância como esse.
Em administração, uma das ferramentas utilizadas comumente é o benchmarking, ou seja, espelhar-se nas empresas líderes, nos cases de sucesso, com o objetivo de se manter competitivo.
Assim nós fazemos também, ao inspirarmo-nos em pessoas com perfís de sucesso profissional ou de conduta ilibada. Na realidade estamos sempre avaliando, comparando, a nossa performance ou aceitação, a nossa inserção nos grupos familiares, no nosso trabalho, nos estudos, no lazer. Isso faz parte do homem, como animal social, isto é, de relacionamentos. Avalio essa disposição como saudável e positiva na nossa trajetória de vida, é evidente que dentro de limites éticos e morais. Faz parte da educação, da nossa formação moral espelharmo-nos em nossos pais, naqueles que admiramos.
Na Suíça, nas questões essenciais (definidas em lei), obrigatoriamente a população, que é considerada instância política suprema, deve ser ouvida, e regularmente é chamada a se pronunciar sob a forma de referendo, que permite aos cidadãos rejeitarem ou aceitarem decisões tomadas no Parlamento. Esse mecanismo é muito interessante e eficaz, pois os congressistas, sabendo que a população poderá sancionar ou não uma nova lei procuram inteirar-se da opinião pública antes de sua propositura. Também está prevista a possibilidade dos cidadãos oporem-se a uma lei, bastando reunir cinqüenta mil assinaturas para derrubá-la ou reformá-la.
Minha opinião é que deve ser assim mesmo e figurar bem claro na carta magna qual realmente é a instância política suprema da nação.
É como no caso da recente decisão parlamentar legislando em causa própria e aumentando os próprios vencimentos e pior, em efeito cascata. Isso não é um desrespeito ao cidadão, que na verdade é o patrão? Algum parlamentar teve o bom senso em perguntar se a decisão seria bem recebida pela população?
Concebo a democracia representativa como sistema político, e a república como forma de governo, os instrumentos mais avançados à disposição da sociedade, e a partir dessa concepção, devemos ir aperfeiçoando as leis, esse o papel dos legisladores. Portanto, fica claro que a sociedade ao se omitir, chancela qualquer tipo de ação empreendida por aqueles a quem conferiu o poder. O cuidado maior deve ser em definir até onde vão os poderes que a sociedade confere aos seus representantes.
Enfim, acho que o grande vilão é a passividade e a falta de motivação do cidadão em tratar de assuntos relativos a cidadania. Vamos reagir?
Ronaldo São Romão Sanches, Administrador, MBA em Planejamento Estratégico, e-mail: ronaldo.autonomista@gmail.com
(1) Artigo publicado na BBC Brasil (cópia no Blog do PA http://autonomista-br.blogspot.com/2011/02/inimigo-publico-n-1.html

Entorno da Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Campo Grande necessita providências urgentes.

Quando será que a Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Campo Grande, cuja sede se localiza no Bairro Vilas Boas, vai tomar providências no sentido de regularizar as suas calçadas conforme a legislação municipal?
Péssimo exemplo dessa laboriosa classe.
Essa semana, com chuva, vi algumas pessoas caminhando pela rua, com veículos passando ao lado, onde, além do perigo de acontecer algum  atropelamento, estavam sofrendo o constrangimento de ter suas roupas sujas  pela enxurrada.
Olhem só para a situação de descaso:









terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Cerato Hatch: Por aqui, por conta da "tributação brasileira" qual será o preço de um modelo como esse?

A Kia inicia vendas do Cerato hatch no Chile por preço equivalente a R$ 33.990.
Por aqui, por conta da "tributação brasileira" qual será o preço de um modelo como esse?
Pra ter uma idéia, veja os preços de concorrentes equivalentes no nosso mercado.
E não fica só nisso não.
Compare os preços de notebooks, câmaras fotográficas, combustíveis, energia elétrica, etc.
Por aí dá pra ver a necessidade da sociedade se organizar para enfrentar essa situação de desrespeito ao cidadão. O pior é que tem muita gente que defende esse modelo de política econômica.

No Chile, o Cerato5 tem como itens de série: freios ABS com EBD, duplo airbag, sensor de estacionamento, apoio de cabeças ativos, ar condicionado, vidros e travas elétricas, rádio CD/MP3 com porta USB, volante multifunção, piloto automático e rodas de liga leve de 17 polegadas.
Veja a matéria da Carplace, do dia 12/01/2011

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Mutantes, por Deepack Chopra

A Rute enviou-me uma apresentação em power point do trabalho executado pela Angélica Grecco que achei muito bom. Tentei de alguma maneira reproduzir no Blog, pois não se consegue postar arquivos. Descobri então que tem um link para download no Scribd, inclusive no original tem um fundo musical muito bonito.
Ia ter que executar o trabalho que vi disponível no Blog da Astrid Annabelle, Navegante do Infinito, que com certeza não se importará que também disponibilize. Muito bonito êsse epiteto hein Astrid!! Navegante do Infinito.
Abraço a todos.
Ronaldo 

Deepak Chopra é indiano radicado nos EUA desde a década de 70, médico formado na Índia, com especialização em Endocrinologia nos Estados Unidos. Filósofo de reputação internacional, já escreveu mais de 35 livros, um dos mais respeitados pensadores da atualidade.

"Somos as únicas criaturas na face da terra capazes de mudar nossa biologia pelo que pensamos e sentimos!
Nossas células estão constantemente bisbilhotando nossos pensamentos e sendo modificados por eles.
Um surto de depressão pode arrasar seu sistema imunológico;
apaixonar-se, ao contrário, pode fortificá-lo tremendamente.

A alegria e a realização nos mantém saudáveis e prolongam a vida.
A recordação de uma situação estressante,
não passa de um fio de pensamento,
libera o mesmo fluxo de hormônios destrutivos que o estresse.

Suas células estão constantemente processando as experiências e metabolizando-as de acordo com seus pontos de vista pessoais.
Não se pode simplesmente captar dados brutos e carimbá-los com um julgamento.
Você se transforma na interpretação quando a internaliza.

Quem está deprimido por causa da perda de um emprego projeta tristeza por toda parte no corpo – a produção de neurotransmissores por parte do cérebro reduz-se, o nível de hormônios baixa, o ciclo de sono é interrompido, os receptores neuropeptiídicos na superfície externa das células da pele tornam-se distorcidos, as plaquetas sanguíneas ficam mais viscosas e mais propensas a formar grumos e até suas lágrimas contêm traços químicos diferentes das lagrimas de alegria.

Todo este perfil bioquímico será drasticamente alterado quando a pessoa encontra uma nova posição.
Isto reforça a grande necessidade de usar nossa consciência para criar os corpos que realmente desejamos.
A ansiedade por causa de um exame acaba passando,
assim como a depressão por causa de um emprego perdido.

O processo de envelhecimento, contudo, tem que ser combatido a cada dia.
Shakespeare não estava sendo metafórico quando Próspero disse:
“ Nós somos feitos da mesma matéria dos sonhos.”
Você quer saber como esta seu corpo hoje?
Lembre-se do que pensou ontem.
Quer saber como estará seu corpo amanhã?
Olhe seus pensamentos hoje!
Ou você abre seu coração,
ou algum cardiologista o fará por você
As imagens e o texto são de autoria da Angélica Grecco

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Michael Bublé: Meio desconhecido por aqui, o cara é uma fera. Veja essa interpretação de "Me and Mrs. Jones", de Billy Paul.

O show foi em New York City, no Madison Square Garden. Não identifiquei a data. Vale a pena assistir em tela cheia.
A descrição abaixo tirei da Wikipédia, a a letra e tradução de Me and Mrs. Jones tirei do Letra.mus.br. A música é fantástica, a letra revela um início de um caso extraconjugal, portanto meio inquietante na minha opinião, mas vamos lá, pela música, e outra que de repente encontraram cada um a sua cara metade né. hahahahh.
Michael Steven Bublé (nascido em 9 de setembro de 1975) é um cantor, compositor e ator canadense. Ele ganhou vários prêmios, incluindo dois Grammy e vários Juno Awards. Seu álbum de 2003 alcançou o Top 10 no Canadá, Reino Unido e Austrália. Ele obteve sucesso comercial nos EUA com o álbum It's Time, impulsionado pelo hit "Home". Seu terceiro álbum Call Me Irresponsible chegou a número um da Billboard 200, assim como seu álbum mais recente Crazy Love, o qual já vendeu sete milhões de cópias mundialmente.
Bublé já vendeu cerca de 30 milhões de álbuns no mundo inteiro, sendo mais de 10 milhões somente nos E.U.A. Entre seus maiores sucessos estão: "Home" (a qual foi regravada pela banda irlandesa Westlife e pelo astro country Blake Shelton), "Everything", "Me And Mrs. Jones" e a recente "Haven't Met You Yet" que, até o momento, é seu melhor desempenho nos charts mundiais, ficando na parada da Billboard Hot 100 por 44 semanas. Seu mais recente sucesso chama-se "Hollywood", uma crítica à cultura de celebridades e que faz parte da edição de relançamento do multiplatinado "Crazy Love".

Me And Mrs. Jones
Me and Mrs. Jones -
we've got a thing going on.
We both know that it's wrong,
but it's much too strong
to let it go now.

We meet every day
at the same café
6:30 I know - I know she'll be there.
Holding hands - making all kinds of plans
while the jukebox play our favourite song.

Me and Mrs. Mrs. Jones – Mrs. Jones – Mrs. Jones – Mrs. Jones
we've got a thing going on.
We both know that it's wrong,
but it's much too strong
to let it go now.

We've gotta be extra careful
That we don't build our hopes up too high.
'Cause she's got her own obligations
and so – and so do I...

Me and Mrs. Mrs. Jones – Mrs. Jones – Mrs. Jones – Mrs. Jones
we've got a thing going on.
We both know that it's wrong,
but it's much too strong
to let it go now.

Well it's time for us to be leaving
It hurts so much - it hurts so much inside
Now she'll go her way
And I'll go mine.
Tomorrow we'll meet the same place – the same time.

Me and Mrs. Mrs. Jones – Mrs. Jones – Mrs. Jones – Mrs. Jones
we've got a thing going on.
We've gotta be extra careful.
We can't afford to build our hopes up too high.

I wanna meet,
and talk with you,
at the same place,
the same café,
the same time
And we're gonna hold hands like we used to
We're gonna talk it over, talk it over
We know, they know, and you know and I know that it was wrong
But I'll make it strong...
We've gotta let 'em know now
We've got a thing going on...
...thing going on...

Eu e a Senhora Jones
Eu e sra. Jones
Nós temos algo acontecendo entre nós
Nós ambos sabemos que isto é errado
Mas isto é muito forte
Para deixar passar agora

Nós nos encontramos todos os dias
No mesmo café
Às 6:30, eu sei - eu sei que ela estará lá
De mãos dadas fazendo todos os tipos de planos
Enquanto a vitrola toca nossa canção favorita.

Eu e sra. Jones, sra. Jones - sra. Jones - sra. Jones - sra. Jones
Nós temos algo acontecendo entre nós
Nós ambos sabemos que isto é errado
Mas é muito forte
Para deixar passar agora

Nós precisamos ter um cuidado especial
Para não construirmos nossas esperanças muito altas
Porque ela tem suas próprias obrigações
E eu também, eu também eu

Eu e sra. Jones, sra. Jones - sra. Jones - sra. Jones - sra. Jones
Nós temos algo acontecendo entre nós
Nós ambos sabemos que isto é errado
Mas isto é muito forte
para deixar passar agora

Bem, esta é a hora de partirmos
Isto fere demais, fere demais por dentro
Agora ela seguirá seu caminho
E eu seguirei o meu
Amanhã nos encontraremos no mesmo lugar - à mesma hora.

Eu e sra. Jones, sra. Jones - sra. Jones - sra. Jones - sra. Jones
Nós temos algo acontecendo entre nós
Nós precisamos ter um cuidado especial
Nós não podemos construir nossas esperanças muito altas

Eu irei encontrar
E falar com você
no mesmo lugar
No mesmo café
à mesma hora.
E nós daremos as mãos como de costume
E vamos conversar, conversar
Nós sabemos, eles sabem, nos sabemos e eu sei
Que isto estava errado
Mas eu farei isto forte
precisamos ir agora
Nós temos algo acontecendo...

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Chico Buarque Mart'nalia interpretam Sem Compromisso e Deixa a Menina

Em apresentação inspiradíssima, os dois arrasaram.


Segue a letra das músicas, que tirei do letras.com.br.

Sem Compromisso
(Geraldo Pereira)


Você só dança com ele
E diz que é sem compromisso
É bom acabar com isso
Não sou nenum Pai-João
Quem trouxe você fui eu
Não faça papel de louca
Prá não haver bate-boca dentro do salão
Quando toca um samba
E eu lhe tiro pra dançar
Você me diz: Não, eu agora tenho par
E sai dançando com ele, alegre e feliz
Quando pára o samba
Bate palma e pede bis

Você só dança com ele
E diz que é sem compromisso
É bom acabar com isso
Não sou nenum Pai-João
Quem trouxe você fui eu
Não faça papel de louca
Prá não haver bate-boca dentro do salão
Quando toca um samba
E eu lhe tiro pra dançar
Você me diz: Não, eu agora tenho par
E sai dançando com ele, alegre e feliz
Quando pára o samba
Bate palma e pede bis


Deixa a Menina
(Chico Buarque De Hollanda)

Não é por estar na sua presença, meu prezado rapaz
Mas você vai mal, mas vai mal demais
São dez horas, o samba tá quente
Deixa a morena contente
Deixe a menina sambar em paz

Eu não queria jogar confete, mas tenho que dizer
"Cê" tá de lascar, "cê" tá de doer
E se vai continuar enrustido com essa cara de marido
A moça é capaz de se aborrecer

Por trás de um homem triste há sempre uma mulher feliz
E atrás dessa mulher, mil homens, sempre tão gentis
Por isso, para o seu bem, ou tira ela da cabeça
Ou mereça a moça que você tem

Não sei se é pra ficar exultante, meu querido rapaz
Mas aqui ninguém o aguenta mais
São três horas, o samba tá quente
Deixa a morena contente
Deixe a menina sambar em paz

Por trás de um homem triste há sempre uma mulher feliz
E atrás dessa mulher, mil homens, sempre tão gentis
Por isso, para o seu bem, ou tira ela da cabeça
Ou mereça a moça que você tem

Não é por estar na sua presença, meu prezado rapaz
Mas você vai mal, mas vai mal demais
São seis horas, o samba tá quente
Deixa a morena com a gente
Deixa a menina sambar em paz. 

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Falta de profissionais médicos, um problema nacional.

Recebi um e-mail de um amigo (Antônio Jésus, de Viçosa-MG) em uma lista de discussão que participo (TNS-BR, das Instituições Federais de Ensino), cujo assunto me chamou a atenção. É uma reportagem feita pela Fernanda Nogueira, do G1, em torno do Censo do Ensino Superior divulgado pelo Ministério da Educação em dezembro do ano passado, que trata da evasão de alunos de cursos superiores, com uma excelente abordagem do assunto pelo Pesquisador Oscar Hipólito, do Instituto Lobo para o Desenvolvimento da Educação, da Ciência e da Tecnologia e ex-diretor do Instituto de Física do Campus São Carlos da Universidade de São Paulo (USP). Além disso, a reportagem traz um link interessante sobre os dez cursos de graduação com maior número de alunos no país, destacando-se administração, direito, pedagogia e engenharia, do avanço dos cursos de graduação a distância com destaque para administração e pedagogia. 
Estava meio corrido, e achei complicado acessar o Censo do Ensino Superior em busca de mais detalhes. Estou tentando ver onde está a posição dos cursos de Medicina num levantamento desses.
Acredito que a Saúde do país não funciona a contento, visto termos que arcar com custos elevados dos Planos de Saúde, pois quem depender apenas do SUS na maior parte dos casos estará em apuros, e uma das causas do problema é a falta de mão de obra médica.
Acho que tem dois caminhos para solucionar o problema da mão de obra médica, e ambos vão encontrar pela frente um lobby muito forte da classe médica a se opor.
Abertura de novos cursos (com qualidade) ou a permissão para atividade médica no país, de profissionais estrangeiros, a exemplo do que fez Portugal com os dentistas, já que naquele país quase que se tinha que vender um carro ou outro bem de valor para pagar tratamento dentário, e muitos dentistas brasileiros foram trabalhar lá. Não sei qual a situação hoje em dia a esse respeito.
Lembro que há um tempo atrás, o Estado do Tocantins abriu vagas para médicos cubanos trabalharem, já que não se conseguia recrutar médicos brasileiros que se interessassem na rede estadual de saúde, mesmo com salários atraentes. Resultado, entidades de classe "expulsaram" do país os médicos cubanos, acusando-os de profissionais com baixa qualificação.
Um dos gargalos ao tratarmos da saúde no Brasil é a falta de mão de obra de profissionais médicos, sendo assim, duas alternativas devem ser  consideradas pela administração pública, abre-se mais cursos de medicina ou importa-se mão de obra. Qual a sua opinião?

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

E haja capim!!!!!!

No Curso de Medicina, o professor se dirige ao aluno e pergunta:
- Quantos rins nós temos?
- Quatro! Responde o aluno.
- Quatro? Replica o professor, arrogante, daqueles que sentem prazer em tripudiar sobre os erros dos alunos.
- Tragam um feixe de capim, pois temos um asno na sala. Ordena o professor a seu auxiliar.
- E para mim um cafezinho! Replicou o aluno ao auxiliar do mestre.
O professor ficou irado e expulsou o aluno da sala. O aluno era Aparício Torelly Aporelly (1895-1971), o 'Barão de Itararé'. Ao sair da sala, o aluno ainda teve a audácia de corrigir o furioso mestre:
- O senhor me perguntou quantos rins 'NÓS TEMOS'. 'NÓS' temos quatro: dois meus e dois seus. 'NÓS' é uma expressão usada para o plural. Tenha um bom apetite e delicie-se com o capim.
Moral da História:
A VIDA EXIGE MUITO MAIS COMPREENSÃO DO QUE CONHECIMENTO.
Às vezes as pessoas, por terem um pouco a mais de conhecimento ou acreditarem que o tem, se acham no direito de subestimar os outros...
E haja capim!!!
(autor desconhecido)

domingo, 30 de janeiro de 2011

Meu bairro mais bonito e aprazível

As fotos publicadas abaixo, tem a finalidade de chamar a atenção para uma situação comum em Campo Grande, que é o desrespeito ao cidadão, no seu direito de caminhar pelas ruas da cidade em segurança. As fotos são do bairro onde resido, que é o Jardim São Lourenço, e que com ações, muitas delas simples, por parte das autoridades públicas e dos próprios moradores poderemos transformá-lo num bairro mais bonito, valorizado e aprazível.
Esquina da Rua Antonio Bicudo com a Rua Inácio de Souza, calçada da Estação Andorinha da OI. Temos que sair da calçada para o leito da rua ao passar por ali.
Calçada no entorno do Residencial Mogno, na Rua Manuel Laburu. A raiz da sibipiruna levantando o calçamento e o poste mal posicionado impedem a caminhada sem desvio. Imagina alguém com necessidades especiais, ou uma pessoa idosa transitando por ali. 

Na Rua Antonio Bicudo, exemplo de poda radical e escolha errada de espécie e mal posicionamento da arborização.

Despedida do TREMA

Estou indo embora. Não há mais lugar para mim. Eu sou o trema. Você pode nunca ter reparado em mim, mas eu estava sempre ali, na Anhangüera, nos aqüiféros, nas lingüiças e seus trocadilhos por mais de quatrocentos e cinqüentas anos.
Mas os tempos mudaram. Inventaram uma tal de reforma ortográfica e eu simplesmente tô fora. Fui expulso pra sempre do dicionário. Seus ingratos! Isso é uma delinqüência de lingüistas grandiloqüentes!...
O resto dos pontos e o alfabeto não me deram o menor apoio... A letra U se disse aliviada porque vou finalmente sair de cima dela. Os dois pontos disse que eu sou um preguiçoso que trabalha deitado enquanto ele fica em pé.
Até o cedilha foi a favor da minha expulsão, aquele C inútil que fica se passando por S e nunca tem coragem de iniciar uma palavra. E também tem aquele obeso do O e o anoréxico do I. Desesperado, tentei chamar o ponto final pra trabalharmos juntos, fazendo um bico de reticências, mas ele negou, sempre encerrando logo todas as discussões. Será que se deixar um topete moicano posso me passar por aspas?... A verdade é que estou fora de moda. Quem está na moda são os estrangeiros, é o K, o W "Kkk" pra cá, "www" pra lá.
Até o jogo da velha, que ninguém nunca ligou, virou celebridade nesse tal de Twitter, que aliás, deveria se chamar TÜITER. Chega de argüição, mas estejam certos, seus moderninhos: haverá conseqüências! Chega de piadinhas dizendo que estou "tremendo" de medo. Tudo bem, vou-me embora da língua portuguesa.
Foi bom enquanto durou. Vou para o alemão, lá eles adoram os tremas. E um dia vocês sentirão saudades. E não vão agüentar!...
Nos vemos nos livros antigos. Saio da língua, para entrar na história.
Adeus,
Trema

A "Despedida do Trema" foi publicada na Revista Offline nº 16, o autor Lucas Nascimento da Silva, mantém o K-blog.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Providências a serem adotadas para evitar tragédias como essa do Rio de Janeiro

Saber construir para mitigar impacto da chuva
Além de ações de grande porte, que envolvem poder público, ações individuais, principalmente se multiplicadas, contribuem muito para diminuir os efeitos devastadores das chuvas.
Recuperar jardins, manter quintais permeáveis, instalar telhados verdes e tanques para reter água, que pode ser usada para regar plantas, aumentar permeabilidade de pisos e calçadas e não jogar lixo nas ruas são bons exemplos.
Veja nessa matéria do Estadão, outras cinco ações que devem ser tomadas para que tragédias como essa do Rio de Janeiro, não se tornem cada vez mais frequentes.
 

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

J’ACUSE !!! (Eu acuso !) Tributo ao Professor Kássio Vinícius Castro Gomes

Os descaminhos... cuidem daqueles que herdarão o que está sendo legado.
Quem sabe possamos reverter este quadro. Há que se ter boa vontade e AÇÃO.
Há que se trabalhar com a infância e juventude, dar-lhes a possibilidade de sonhar.
De teor forte e polêmico, este texto serve para reflexão sobre a situação da educação brasileira.


J’ACUSE !!! (Eu acuso !) Tributo ao Professor Kássio Vinícius Castro Gomes

« Mon devoir est de parler, je ne veux pas être complice. (Émile Zola)
Meu dever é falar, não quero ser cúmplice. (...) (Émile Zola)


Foi uma tragédia fartamente anunciada. Em milhares de casos, desrespeito. Em outros tantos, escárnio. Em Belo Horizonte, um estudante processa a escola e o professor que lhe deu notas baixas, alegando que teve danos morais ao ter que virar noites estudando para a prova subsequente. (Notem bem: o alegado “dano moral” do estudante foi ter que... estudar!).
A coisa não fica apenas por aí. Pelo Brasil afora, ameaças constantes. Ainda neste ano, uma professora brutalmente espancada por um aluno. O ápice desta escalada macabra não poderia ser outro.
O professor Kássio Vinícius Castro Gomes pagou com sua vida, com seu futuro, com o futuro de sua esposa e filhas, com as lágrimas eternas de sua mãe, pela irresponsabilidade que há muito vem tomando conta dos ambientes escolares.
Há uma lógica perversa por trás dessa asquerosa escalada. A promoção do desrespeito aos valores, ao bom senso, às regras de bem viver e à autoridade foi elevada a método de ensino e imperativo de  convivência supostamente democrática.
No início, foi o maio de 68, em Paris: gritava-se nas ruas que “era proibido proibir”. Depois, a geração do “não bate, que traumatiza”. A coisa continuou: “Não reprove, que atrapalha”. Não dê provas difíceis, pois “temos que respeitar o perfil dos nossos alunos”. Aliás, “prova não prova nada”. Deixe o aluno “construir seu conhecimento.” Não vamos avaliar o aluno. Pensando bem, “é o aluno que vai avaliar o professor”. Afinal de contas, ele está pagando...
E como a estupidez humana não tem limite, a avacalhação geral epidêmica, travestida de “novo paradigma” (Irc!), prosseguiu a todo vapor, em vários setores: “o bandido é vítima da sociedade”, “temos que mudar ‘tudo isso que está aí’; “mais importante que ter conhecimento é ser ‘crítico’.”
Claro que a intelectualidade rasa de pedagogos de panfleto e burocratas carreiristas ganhou um imenso impulso com a mercantilização desabrida do ensino: agora, o discurso anti-disciplina é anabolizado pela lógica doentia e desonesta da paparicação ao aluno – cliente...
Estamos criando gerações em que uma parcela considerável de nossos cidadãos é composta de adultos mimados, despreparados para os problemas, decepções e desafios da vida, incapazes de lidar com conflitos e, pior, dotados de uma delirante certeza de que “o mundo lhes deve algo”.
Um desses jovens, revoltado com suas notas baixas, cravou uma faca com dezoito centímetros de lâmina, bem no coração de um professor. Tirou-lhe tudo o que tinha e tudo o que poderia vir a ter, sentir, amar.
Ao assassino, corretamente , deverão ser concedidos todos os direitos que a lei prevê: o direito ao tratamento humano, o direito à ampla defesa, o direito de não ser condenado em pena maior do que a prevista em lei. Tudo isso, e muito mais, fará parte do devido processo legal, que se iniciará com a denúncia, a ser apresentada pelo Ministério Público. A acusação penal ao autor do homicídio covarde virá do promotor de justiça. Mas, com a licença devida ao célebre texto de Emile Zola, EU ACUSO tantos outros que estão por trás do cabo da faca:
EU ACUSO a pedagogia ideologizada, que pretende relativizar tudo e todos, equiparando certo ao errado e vice-versa;
EU ACUSO os pseudo-intelectuais de panfleto, que romantizam a “revolta dos oprimidos”e justificam a violência por parte daqueles que se sentem vítimas;
EU ACUSO os burocratas da educação e suas cartilhas do politicamente correto, que impedem a escola de constar faltas graves no histórico escolar, mesmo de alunos criminosos, deixando-os livres para tumultuar e cometer crimes em outras escolas;
EU ACUSO a hipocrisia de exigir professores com mestrado e doutorado, muitos dos quais, no dia a dia, serão pressionados a dar provas bem tranqüilas, provas de mentirinha, para “adequar a avaliação ao perfil dos alunos”;
EU ACUSO os últimos tantos Ministros da Educação, que em nome de estatísticas hipócritas e interesses privados, permitiram a proliferação de cursos superiores completamente sem condições, freqüentados por alunos igualmente sem condições de ali estar;
EU ACUSO a mercantilização cretina do ensino, a venda de diplomas e títulos sem o mínimo de interesse e de responsabilidade com o conteúdo e formação dos alunos, bem como de suas futuras missões na sociedade;
EU ACUSO a lógica doentia e hipócrita do aluno-cliente, cada vez menos exigido e cada vez mais paparicado e enganado, o qual, finge que não sabe que, para a escola que lhe paparica, seu boleto hoje vale muito mais do que seu sucesso e sua felicidade amanhã;
EU ACUSO a hipocrisia das escolas que jamais reprovam seus alunos, as quais formam analfabetos funcionais só para maquiar estatísticas do IDH e dizer ao mundo que o número de alunos com segundo grau completo cresceu “tantos por cento”;
EU ACUSO os que aplaudem tais escolas e ainda trabalham pela massificação do ensino superior, sem entender que o aluno que ali chega deve ter o mínimo de preparo civilizacional, intelectual e moral, pois estamos chegando ao tempo no qual o aluno “terá direito” de se tornar médico ou advogado sem sequer saber escrever, tudo para o desespero de seus futuros clientes-cobaia;
EU ACUSO os que agora falam em promover um “novo paradigma”, uma “ nova cultura de paz”, pois o que se deve promover é a boa e VELHA cultura da “vergonha na cara”, do respeito às normas, à autoridade e  do respeito ao ambiente universitário como um ambiente de busca do conhecimento;
EU ACUSO os  “cabeça – boa” que acham e ensinam que disciplina é “careta”, que respeito às normas é coisa de velho decrépito,
EU ACUSO os métodos de avaliação de professores, que se tornaram templos de vendilhões, nos quais votos são comprados e vendidos em troca de piadinhas, sorrisos e notas fáceis;
EU ACUSO os alunos que protestam contra a impunidade dos políticos, mas gabam-se de colar nas provas, assim como ACUSO os professores que, vendo tais alunos colarem, não têm coragem de aplicar a devida punição.
EU VEEMENTEMENTE ACUSO os diretores e coordenadores que impedem os professores de punir os alunos que colam, ou pretendem que os professores sejam “promoters” de seus cursos;
EU ACUSO os diretores e coordenadores que toleram condutas desrespeitosas de alunos contra professores e funcionários, pois sua omissão quanto aos pequenos incidentes é diretamente responsável pela ocorrência dos incidentes maiores;
Uma multidão de filhos tiranos que se tornam alunos -clientes, serão despejados na vida como adultos eternamente infantilizados e totalmente despreparados, tanto tecnicamente para o exercício da profissão, quanto pessoalmente para os conflitos, desafios e decepções do dia a dia.
Ensimesmados em seus delírios de perseguição ou de grandeza, estes jovens mostram cada vez menos preparo na delicada e essencial arte que é lidar com aquele ser complexo e imprevisível que podemos chamar de “o outro”.
A infantilização eterna cria a seguinte e horrenda lógica, hoje na cabeça de muitas crianças em corpo de adulto: “Se eu tiro nota baixa, a culpa é do professor. Se não tenho dinheiro, a culpa é do patrão. Se me drogo, a culpa é dos meus pais. Se furto, roubo, mato, a culpa é do sistema. Eu, sou apenas uma vítima. Uma eterna vítima. O opressor é você, que trabalha, paga suas contas em dia e vive sua vida. Minhas coisas não saíram como eu queria. Estou com muita raiva. Quando eu era criança, eu batia os pés no chão. Mas agora, fisicamente, eu cresci. Portanto, você pode ser o próximo.”
Qualquer um de nós pode ser o próximo, por qualquer motivo. Em qualquer lugar, dentro ou fora das escolas. A facada ignóbil no professor Kássio dói no peito de todos nós. Que a sua morte não seja em vão. É hora de repensarmos a educação brasileira e abrirmos mão dos modismos e invencionices. A melhor “nova cultura de paz” que podemos adotar nas escolas e universidades é fazermos as pazes com os bons e velhos conceitos de seriedade, responsabilidade, disciplina e estudo de verdade.
Igor Pantuzza Wildmann é Advogado, Doutor em Direito, Professor universitário.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Mestrado Profissional ou Acadêmico?

Interessante a notícia anexa, pois a gente percebe a possibilidade imensa da  modalidade semipresencial na qualificação das pessoas de uma forma geral, num país cujo segmento "educação" deve crescer a altas taxas por um bom tempo, inclusive para pensarmos de forma mais concreta para viabilização dessa modalidade também na qualificação de servidores da área técnica e administrativa com lotação nas instituições de ensino.
Por outro lado, tenho algumas dúvidas sobre um Mestrado Profissional e aí gostaria que colegas opinassem também. Vejo incoerência em qualificar um Professor ou quem quer que seja em Mestrado Profissional.  Como fica isso, um Mestre Profissional não habilitado para trabalhar na área acadêmica? Seria algo entre Mestrado e Especialização Lato Sensu? De toda forma, fica esquisito, é como se criasse a figura de um Professor de Segunda Classe, ou então alguém que fizesse, estaria em desvantagem ao entrar no Magistério Superior como Mestre. Ou não existiria essa restrição? É caso de se pensar  ao optar por fazê-lo. É como vejo algumas pessoas da minha área discutindo sobre Mestrado Profissional em Administração. Então pergunto -Isso é para substituir o consagrado MBA? De onde vem essas "brilhantes" idéias?
Por que não o Mestrado Acadêmico semipresencial? Sem distinção do 100% presencial em termos de valorização. É Mestrado e pronto. É aí que entra a crítica. A gente vê estruturas acadêmicas montadas, tentando massificar o ensino de graduação, mas falta a boa vontade para qualificar os interessados em seguir carreira acadêmica. Minha opinião é que existe um componente corporativo, extremamente prejudicial ao desenvolvimento do ensino como também da pesquisa no nosso país, e que deve ser urgentemente debatido, de forma ampla e democrática.
Ronaldo São Romão Sanches, administrador, MBA em Planejamento e Gestão Estratégica, e-mail: ronaldo.autonomista@gmail.com
19/1/2011
Agência FAPESP – O Mestrado Profissional em Matemática em Rede Nacional (Profmat), curso semipresencial coordenado pela Sociedade Brasileira de Matemática, está com inscrições abertas para processo seletivo até 31 de janeiro.
O Profmat é um curso de pós-graduação stricto sensu para o aprimoramento da formação profissional de professores da educação básica. Curso de oferta nacional, ele é realizado por uma rede de instituições de ensino superior e tem como objetivo atender professores de matemática de ensino básico, com prioridade para os da rede pública.
O Mestrado Profissional em Matemática em Rede Nacional é aprovado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior e está inserido no projeto Universidade Aberta do Brasil, do Ministério da Educação. O curso tem duração de dois anos, com aulas presenciais e atividades a distância.
Devido à abrangência nacional do projeto o Profmat envolve 57 instituições em 25 estados. Nesta etapa, os institutos de Geociências e Ciências Exatas (IGCE), em Rio Claro, e o de Biociências e Ciências Exatas (Ibilce), em São José do Rio Preto, ambos da Universidade Estadual Paulista (Unesp), servirão de base para as atividades do mestrado.
Ao todo, são 100 vagas disponíveis nos dois institutos (50 para cada unidade).
Mais informações e inscrições: www.profmat-sbm.org.br/default.asp

terça-feira, 18 de janeiro de 2011