terça-feira, 26 de janeiro de 2010

O filme do Lula e os dois lados da arquibancada

O artigo foi publicado no Digestivo Cultural, dia 19/01/2010.
Autor: Diogo Salles

Lula, o filho do Brasil. Esse é o nome da polêmica do ano (que mal começou). Já é possível antecipar essa previsão, pois o filme invade não só o debate sobre a produção de cinema nacional (apimentado pela polêmica sobre as leis de incentivo), mas também o debate político. Com orçamento recorde, atmosfera novelesca e elenco global, a película busca mimetizar todos os arquétipos (e feitos) de 2 Filhos de Francisco, se desenhando como a mais controversa cinebiografia já feita por aqui. Feito para emocionar, feito para chorar e, principalmente, feito para vender. Para efeitos cênicos, a discussão sobre o filme é nula, pois não traz nenhuma inovação e não se vende como alta cultura. Sob esse ponto de vista, qualquer crítica fica oca ao analisá-lo sob os mais altos conceitos da sétima arte. Mas como o personagem principal é um presidente ainda em exercício do mandato (e que busca fazer o seu sucessor em ano eleitoral), não há como não analisá-lo sob o aspecto político.

Pode-se argumentar que O filho do Brasil foi feito sem dinheiro público ― o que é verdade ―, mas expõe de maneira grosseira o jogo promíscuo das empresas privadas que patrocinaram o filme, interessadas em adular o governo, com as piores das intenções. O espectador não fica livre nem dos "merchans", como na constrangedora cena em que os personagens pedem uma determinada cerveja, enxertando um slogan que nem existia na época em que o filme se passa. Há de se ressaltar a ótima caracterização do ator que incorporou Lula no filme. Rui Ricardo Diaz reproduz os trejeitos e a voz sem cair na caricatura. E Glória Pires é bastante contida (e por isso mesmo, correta) na interpretação de Dona Lindú, mãe de Lula.

Inicialmente idealizado como uma mistura de documentário com melodrama (vulgo "docudrama"), o diretor Fabio Barreto alterou a rota no meio do caminho e resolveu partir para a ficção, ora omitindo, ora "romanceando" fatos da vida do presidente, para efeitos dramáticos (e mercadológicos). No mais perigoso deles, o episódio em que os sindicalistas jogam o empresário do alto de uma escadaria da fábrica e este morre estatelado no chão, resultando numa histeria coletiva. No livro de Denise Paraná (que serviu de suporte para o filme), Lula "achou que estavam fazendo justiça", compactuando da atitude de seus companheiros. No filme, ele cai em prantos, horrorizado com toda aquela violência ― forjando um Lula humanista e, por isso mesmo, desumanizando-o. Deixando claro que, no filme, a intenção é somente esculpir um mito, tudo o que Lula (supostamente) teria de ruim é empurrado (metaforicamente) para o seu pai, Aristides, interpretado por Milhem Cortaz. Como bônus, entre outras ironias, temos Fabio Barreto e seu pai, Barretão (o Assis Chateaubriand do cinema nacional), admitindo terem sido eleitores de Fernando Henrique Cardoso, incitando ainda mais a (falsa) polêmica entre o ex e o atual presidente e alavancando a promoção do filme.

O ponto mais correto do filme (que se aproxima de um documentário) fica para a formação da figura política de Lula, remontando sua trajetória sindical. Para quem achava que o presidente já abraçava as causas esquerdistas na luta contra a ditadura militar, vai se decepcionar, pois o Lula que aparece naquela época, além de já ser carismático, era também conciliador, extremamente pragmático e apolítico (sim, no sentido ideológico ― procurando ficar alheio às lutas políticas dos anos 60 e 70). Só depois de liderar as greves no sindicato em 1978 é que Lula ficou famoso no país inteiro, e, posteriormente, foi abraçado pela "intelligentsia" de esquerda, que viria a fundar o Partido dos Trabalhadores. No filme, temos um bom retrato da gênese do camaleão político que vemos nos dias de hoje, que gesticula com a mão esquerda e manipula com a direita.

Os detratores acusaram o filme de ser eleitoreiro antes mesmo de ele chegar às telas. Ao que os defensores rebateram argumentando que ele não mostrava a trajetória política do presidente (acaba em 1980, pouco antes da fundação do PT). Ambos os lados têm razão... Em termos. Se o filme não mostra os feitos do governo, não pode ser tido como eleitoreiro, mas o desfecho épico, com imagens de Lula eleito em 2002, nos braços do povo, deixa uma mensagem subliminar de que aquela figura "romanceada" teria mantido todos os valores (que o filme acabara de ensinar) durante os oito anos de mandato. Imagine o que Dona Lindú pensaria se visse seu filho defendendo mensaleiros, abraçando Collor, mancomunando-se com Sarney e toda a alcateia do PMDB...

Mas, como era de se esperar, o problema de O filho do Brasil foi muito além das salas de exibição e dos cadernos e sites de cultura. Quando se tem um líder popular no poder, as reações vão da mais profunda idolatria ao ódio mais rancoroso. De um lado, a classe média ressentida, que se recusa a aceitar o ex-torneiro mecânico no poder. Atacam Lula pelo fato dele não ter estudado e defendem políticos com respeitáveis títulos de doutores (mesmo que seus currículos acadêmicos sejam tão extensos quanto suas fichas criminais). O ódio chega a tal ponto que, se escorregarem numa casca de banana e caírem de bunda no chão, são capazes de colocar a culpa no Lula. Na impossibilidade de arrancá-lo as tripas e vê-lo empalado em praça pública, pegam carona em qualquer bobagem que o presidente fala (e olha que são muitas) para impichá-lo moralmente. Com o filme, encontraram mais uma via para tentar converter seus interlocutores ao antilulismo fanático e oportunista.

Do outro lado, os pitbulls da "esquerda" militante. Empenham-se ― com todo o ódio ― na defesa cega e aguerrida de seu deus. Se já ficavam contrariados em ver uma simples charge no jornal, imagine o que acontece com alguém que resolver criticar o filme do "chefe". Qualquer crítica ou manifestação contrária pode (e deve) ser patrulhada. É aí que aparecem as muletas mais comuns do exército chapa-branca: "preconceito", "mídia", "elitista", "facista" (eles escrevem errado mesmo), "golpista", "direita"... Portanto, cuidado: se os pitbulls estiverem sem suas focinheiras, é bom que você já tenha tomado a sua dose da vacina contra a raiva...

A política, da maneira como é vista no Brasil, mostra uma paupérrima gama de cores: ou é preto ou é branco (a idiotice do debate é tão grande que muitos já insinuariam aqui uma polarização racial). Não existem tons de cinza em nossa palheta. O compromisso partidário não permite ser a favor do Pro-Uni e, ao mesmo tempo, contra o aparelhamento estatal (ou vice-versa). É também proibido elogiar a política de juros do Banco Central e, ao mesmo tempo, reconhecer os feitos do Bolsa Família ― ou criticar os dois, que seja. A discussão sobre as cotas raciais nas universidades, a política externa no caso Honduras e no caso Cesare Battisti... Tudo, absolutamente tudo no Brasil é discutido com uma cartilha ideológica ou partidária debaixo do braço (nem o STF escapa). Muitos não se dão nem ao trabalho de refletir o que está escrito nessas cartilhas, apenas regurgitam tudo o que ali está, de maneira absolutamente acrítica. Aqui, ou se é radicalmente contra ou se é colericamente a favor. De modo personalista e apaixonado, deixamos de reconhecer erros e acertos, para defendermos as resoluções mais descabidas, tudo em nome de identificações meramente pessoais. Quem quiser questionar alguma coisa, não precisa ficar em cima do muro, basta ficar acima do muro. Esse governo não é a soma de todos os medos, como muitos querem acreditar (as diferenças entre Lula e Hugo Chavez são abissais), mas também está muito longe de ser essa maravilha que os adeptos do discurso do "nunca antes nesse país" fazem parecer.

Ambas as frentes (contra e a favor), infiltradas em blogs políticos pretensamente "independentes" e/ou "imparciais", levam a defesa de suas concepções políticas às últimas consequências. O achincalhamento, a difamação, a intolerância e a perseguição implacável de seus "adversários" mostram do que é feita a arte do extremismo político. Num momento em que se tem uma eleição presidencial à frente e que Lula cumpre o seu último ano de mandato, o filme traz à tona os piores sentimentos e preconceitos daqueles que encaram o debate político como uma pancadaria entre torcidas num jogo de futebol. Além de colocar a internet em estado de sítio, o filme retoca a já pesada maquiagem publicitária do presidente, visando a aprovação máxima, a popularidade inatingível, a unanimidade ― uma contradição para um país que se pretende democrático. No país das novelas, pode funcionar como enredo de horário "nobre", mas ao "romancear" a trajetória de um líder político, insinua o culto à personalidade, remodelando-o para o consumo, como uma figura mítica, incorruptível e magnânima. Quem acompanha (mesmo que à distância) o noticiário de Brasília, vê um Lula muito diferente. Assim, O filho do Brasil conseguiu pecar no timing do lançamento, desconstruir um grande roteiro (que já estava escrito) e ainda jogar no lixo a chance de ser tanto rentável comercialmente, quanto elegante no trato com a coisa pública. Uma pena.

Bom, fim de mais um clássico. As torcidas já se armam para mais uma guerra. O pau promete quebrar feio dessa vez...

sábado, 23 de janeiro de 2010

Salve-se quem puder.

A legislação eleitoral (erroneamente no meu ponto de vista) não permite propaganda de pré-candidatos, mas permite no caso da Dilma.
A Dilma pode???
Veja que ela está há um bom tempo já em campanha.
No seu Blog tem banners explícitos como candidata a Presidente e não tem um Juiz que tenha coragem de enquadrá-la.
Pergunto:
Será que se fosse o contrário, o PT já não teria aberto fogo contra a campanha de quem quer que fosse?
Não quero dizer com isso que sou contra a Dilma. Eu só queria entender.
Por outro lado, vejo o titubeante Serra, que pra mim  já amarelou frente à popularidade do Lula. Será que o Aécio vai encarar?
Por isso a necessidade de ampla REFORMA ELEITORAL.
Mas como já estamos em ano eleitoral, e qualquer mudança agora  só serve para o ano seguinte, imagina a bagunça que será, com a ingerência cada vez maior do Poder Executivo no Poder Judiciário.

Salve-se quem puder.
Será que dá?

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Declaração do cônsul do Haiti no Brasil, George Samuel Antoine, sem saber que estava sendo gravado.

Essa entrevista com o Cônsul do Haiti em São Paulo contrasta com o artigo do Mauro Santayana, a respeito da tragédia naquele pobre país.

A tragédia histórica

Publicado no Jornal do Brasil, edição de 14/01/2010
Por Mauro Santayana

René Depestre era meu companheiro na redação internacional da Rádio Havana, em 1965. Tendo vivido no Brasil, onde secretariara Jorge Amado, Depestre juntava vários companheiros para repetir, em crioulo, o estribilho de seu programa dirigido ao Haiti, contra a ditadura de François Duvalier: Divaliê, assassin!. Depestre é hoje um dos nomes mais altos da literatura francesa. Seu longo poema, Arc-en-ciel pour l’Occident chrétien, publicado em 1967, é duro libelo contra o racismo.
As circunstâncias do exílio, de sua estada no Brasil e de meu interesse pela literatura nos aproximaram. Depestre me revelou o grande escritor Jacques Roumain e seu Gouverneurs de la rosée (Governadores do orvalho). Ele e Depestre nasceram na elite haitiana, mas ambos lutaram em favor dos oprimidos. Roumain, um dos fundadores do Partido Comunista do Haiti, era filho de um presidente da República. Ainda menino, viu seu país invadido pelos marines, em 1915, a pretexto de “ação humanitária”. Essa ocupação, que nada resolveu, e manteve os privilegiados, terminou em 1934, quando Roosevelt retirou as tropas, mas continuou “protegendo” o país.
O território ocidental da Ilha de São Domingos, que passou ao domínio francês em 1697, por cessão da Espanha, se transformou em imenso canavial, com a importação de escravos. Durante o século 18, o Haiti (que significa, na língua nativa, terra montanhosa) viu extinta a sua população indígena. Em 1781, dos 556 mil habitantes, 500 mil eram negros, e o resto se formava de mulatos e brancos europeus. A terra, ocupada pela cana e culturas menos importantes, foi arrasada pela exploração colonial, predatória. No início de 1790, animado com a Revolução Francesa, o negro Vincent Ogé chefiou uma insurreição contra os franceses, mas foi capturado, torturado e executado. Toussaint-Louverture retomou o movimento no fim da década, e depois de muita luta venceu as tropas napoleônicas, em 1802. Os franceses, no entanto, traíram o compromisso e o aprisionaram. Louverture morreu em Paris. Finalmente, em 1804, os haitianos obtiveram sua independência, embora só de fachada. Foi o segundo país da América a se tornar formalmente autônomo: o primeiro foram os Estados Unidos.
Não há (provavelmente nem mesmo em algum lugar da África negra) população tão sofredora quanto a do Haiti, nem elite tão brutal. A desigualdade entre ricos e pobres não encontra paralelo no mundo. O país é o de menor PIB do Ocidente e de maior incidência de Aids; exibe a mais alta taxa de mortalidade infantil conhecida, e mais de 80% de sua população vivem na indigência quase absoluta. É um povo que tem todo o direito de exigir reparação histórica do mundo ocidental o que, nestas horas, enfrenta os danos do grande terremoto – o maior que atinge o país, desde o ocorrido em 1751 – há 259 anos. Ele foi arrancado de seu continente natal, a África, pelos colonizadores europeus; mantido na escravidão, até que se revoltou, mas a abolição foi uma mentira. Tem sido submetido, durante os dois últimos séculos, a uma opressão comandada ora por tiranos, ora por governantes dóceis, mas sempre sob controle externo.
“Somos sem sorte, é verdade. Somos miseráveis, é verdade. Você sabe por quê, irmão? Por causa de nossa ignorância. Mas ainda não conhecemos a força que somos. Algum dia, nós nos levantaremos de um lado a outro do país e convocaremos uma assembleia geral dos governadores do orvalho, sairemos todos da pobreza e plantaremos uma nova vida”, disse Roumain, em seu grande livro, em julho de 1944 – um mês antes de morrer, aos 37 anos.
Uma vida nova, que Depestre, em seu forte poema, quer libertada do colonialismo: “Ao diabo, seus pratos insípidos; ao diabo, o vinho branco; ao diabo, a maçã e a pera; ao diabo, todas suas mentiras”.
O terremoto e seus mortos, entre eles a doutora Zilda Arns e os demais brasileiros ali atingidos, podem servir para despertar os remorsos e a solidariedade do mundo – que não deve limitar-se à presença dos soldados da ONU, nem aos donativos de emergência.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Jesus alegria dos homens ou Jesus bleibet meine Freude, no original alemão

Escrita por Johann Sebastian Bach em Leipzig, Alemanha, no ano de 1716, o coral figurado "Jesus, alegria dos homens", está na segunda parte da cantata "Herz und Mund und Tat und Leben".
A interpretação magistral do grupo irlandês Celtic Woman, composto por quatro vocalistas e uma violinista, nos leva a sentir a universalidade da música e do belo.
Desejo a todos um Feliz Natal e Ótimo 2010, extensivo a todos os familiares.
Ronaldo São Romão Sanches
Campo Grande-MS

Então é Natal


Desejo a todos, e em especial aos leitores, amigos e familiares um Bom Natal e Ótimo 2010. Saúde e paz

Ronaldo e família
Campo Grande-MS, dezembro de 2009

Grande Joel Santana, tem até um funk em sua homenagem



Após as entrevistas em inglês do Joel Santana, analisando os jogos da África do Sul na Copa das Condederações, o Bola nas Costas fez um funk em sua homenagem.

No início de dezembro, foi convidado do programa 'Bem, amigos', onde o técnico comentou sobre sua relação com os jogadores, sobre sua carreira e brincou com os idiomas que aprendeu no trabalho.

Joel Santana, pela sua capacidade em liderar, pelo que conhece de futebol, sem dúvida logo estará à frente de um grande clube. Desejamos muito sucesso em 2010. Grande Joel, sou seu fã. Um grande abraço.

domingo, 20 de dezembro de 2009

Intercâmbio para os EUA

Achei interessante a divulgação de dados, relativos a estudantes de diversos países que vão estudar em universidades americanas. Observem a posição do Brasil e de países emergentes como China e Índia, bem como Coréia do Sul e Taiwan.

domingo, 13 de dezembro de 2009

Enquete sobre o Ato Médico, proposta pelo Senado Federal, um mecanismo que inspira aprimoramentos.

A proposta de enquete, organizada pela Secretaria de Pesquisa e Opinião Pública – SEPOP, do Senado Federal, no endereço: http://www.senado.gov.br/agencia nesse mês de dezembro de 2009, tem como objetivo avaliar a opinião do cidadão brasileiro a respeito do PLS nº 268/02, isto é, do Projeto de Lei iniciado no Senado que dispõe sobre o exercício da Medicina, comumente denominado PL do Ato Médico. No endereço também tem um link, que permite acessar o projeto, que considero importante conhecer, principalmente aos que militam na área da saúde, já que cita as diversas profissões envolvidas, provocando a polêmica entre seus defensores e opositores. Quanto a sua tramitação, verificamos que em 29 de outubro passado, a Secretaria Geral da Mesa do Senado encaminhou o PL ao Protocolo Legislativo.
Quando acessamos a enquete, temos a oportunidade de verificarmos o resultado parcial e de depositarmos o nosso voto, se favorável ou não ao Projeto de Lei. No momento que acessei, dia 13 de dezembro, verifiquei que 50,71% eram a favor da aprovação do Projeto e 49,29% eram contra, num universo de 224.300 votos.
É um procedimento interessante, que com certeza, adotados os princípios que conferem confiabilidade à votação, deve servir como indicador da vontade da população e pode servir como um dos componentes que determinam o voto dos parlamentares quando o PL entrar na pauta para deliberação.
Defendo a necessidade urgente de mudanças nos procedimentos referentes a proposição de leis nesse país, sejam de abrangência federal, estadual ou municipal, ensejando maior participação da população no processo.
O cidadão eleitor confere a representatividade aos eleitos para os cargos dos poderes legalmente constituídos, mas não deve deixar de exercer os poderes enunciados no artigo primeiro da nossa Constituição, que na realidade determina que a população é a instância política suprema da Nação e portanto, deve ser regularmente chamada a se pronunciar através dos mecanismos de consulta já previstos em lei, como o plebiscito e o referendo. A população deve ser ouvida e sua vontade levada em consideração.
Não desmerecendo o valor da iniciativa do Senado em realizar enquetes, ou pesquisa de opinião ou mesmo ouvindo o cidadão em canal próprio, como tem feito regularmente, iniciativa que é louvável, mas a Justiça Eleitoral, em conjunto com o Poder Legislativo, pode e deve colocar em prática de forma regular os mecanismos já previstos, utilizando as urnas eletrônicas ou mesmo as ferramentas que a internet propicia, exigindo do cidadão que informe além do código de segurança configurado na hora de depositar o voto, também o número de inscrição do seu título de eleitor, para garantir que não vote mais de uma vez.
Medidas como essas vão conferir uma melhor credibilidade às instituições, além do seu caráter educativo, indicando a necessidade de participação e de divisão das responsabilidades na elaboração das leis, ao mesmo tempo, que valorizam e estimulam o cidadão a essa interação.
Ronaldo São Romão Sanches, é Administrador, reside em Campo Grande-MS, e-mail: ronaldosrs@hotmail.com

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Os porco tão fora da Libertadores 2010.



Olha aí no site oficial do parmera, não tem nenhuma notícia sobre a Libertadores 2009. Por que será? Os porco tão quetinho. hahahahhahahah
O tricolor paulista não ganhou o tão esperado HEPTA, mas estamos lá pela sétima vez consecutiva e agora somos isolados o clube brasileiro com mais participações (15) no importante torneio (estávamos empatados com o Palmeiras, com 14 participações).  A  conquista do torneio, possibilita a decisão com o campeão da UEFA do melhor time de futebol do mundo. Rumo ao TETRA DA LIBERTADORES e TETRA MUNDIAL.


Na última rodada do Brasileirão 2009, o São Paulo aplica goleada no Sport de Recife.

Nesse ultimo domingo, dia 06/12, o São Paulo aplicou uma goleada de 4x0 no Sport de Recife e garantiu sua vaga na Libertadores 2010.
Será a sétima participação consecutiva na competição e o clube brasileiro que mais participou do importante torneio. O tricolor é tricampeão (1992, 1993 e 2005).
Veja os gols que garantiram o 3º lugar no Brasileirão.

domingo, 6 de dezembro de 2009

O clássico de Suppé, Cavalaria Ligeira, interpretado por Andre Rieu e Orquestra.

O Violonista e Regente holandês Andre Rieu e a Johann Strauss Orchestra, interpretando o clássico do croata Franz von Suppé (1819-1895), The Light Cavalary (Cavalaria Ligeira), numa praça da cidade italiana de Cortona, na região da Toscana. Muito interessante é a interação com o público. Sensacional!!!
Em 2010 fará apresentações no Brasil, em Brasília, Belo Horizonte, São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba e Porto Alegre, com certeza será um sucesso.
 
Também disponível no endereço:
http://www.youtube.com/watch?v=M8Wr5B6pZks

domingo, 29 de novembro de 2009

sábado, 28 de novembro de 2009

Todo o poder emana do povo. Será?

O parágrafo único do Art. 1º da nossa Constituição quando prevê que “todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente”, merece uma reflexão mais aprofundada devido a sua importância, nem sempre valorizada.
Um dos fundamentos que garantem o Estado democrático de direito é o exercício pleno da cidadania, ou seja, o indivíduo no pleno gozo dos seus direitos civis e políticos, fundamento de grande e irreversível significado para a harmonia da sociedade, sendo cada vez mais universalmente consagrado.
Com inspiração em Montesquieu, os Constituintes definiram como poderes, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário e que estes devem ser independentes e harmônicos entre si.
O Art. 14 prevê que “a soberania popular será exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto, com valor igual para todos, e, nos termos da lei, mediante plebiscito, referendo e iniciativa popular”.
Na democracia representativa os cidadãos de uma circunscrição eleitoral, são chamados a escolherem livremente os seus representantes. O parágrafo terceiro, do Art. 14 disciplina as condições de elegibilidade, entre as quais, podemos destacar a filiação partidária, que implica na prática, que o processo eleitoral é determinado pelos partidos políticos, sendo garantido em lei o pluralismo político e a liberdade para a criação das agremiações políticas, daí a importância em reconhecermos condições inequívocas de democracia não só nos estatutos e programas, como na prática da militância partidária.
Acreditamos que os postulados acima, contemplados na nossa Constituição asseguram as condições básicas para que os brasileiros possam de fato exercer a cidadania, mas necessitamos algumas mudanças legais essenciais para aperfeiçoarmos as Leis existentes e garantirmos instituições cada vez mais sólidas e acreditadas.
Na democracia direta o cidadão tem a possibilidade de participar diretamente das decisões das questões que lhe afetam, através de mecanismos como o plebiscito, a iniciativa popular de propor leis e o referendo, que vários países, mormente os mais desenvolvidos, utilizam comumente. No plebiscito, os eleitores deliberam sobre um tema que não tenha sido precedido de ato legislativo ou administrativo do poder executivo, já no caso de deliberar acerca de algum ato, a consulta é denominada referendo.
Como já vimos, esses dispositivos constam em nossa Constituição, mas são pouco utilizados. Como exemplos de consultas populares, podemos mencionar o referendo ocorrido em 1963, sobre a manutenção do sistema parlamentar implantado através da Emenda Constitucional nº 4/61, resultando na volta ao sistema presidencialista. Posteriormente, a Constituição de 1988, estabeleceu que haveria plebiscito em 7 de setembro de 1993, para que o povo escolhesse a forma de governo, entre república ou monarquia constitucional e o sistema parlamentarista ou presidencialista, sendo que o plebiscito foi antecipado para 21 de abril de 1993, vencendo a forma de governo republicana e o sistema de governo presidencialista. Em 2005, foi realizada nova consulta à população, pois a Lei nº 10.826/2003, conhecida como Estatuto do Desarmamento, previa que para entrar em vigor deveria ser aprovada em referendo popular, sendo que a opção NÃO foi vencedora, em pleito onde compareceram às urnas mais de 92 milhões de eleitores. Podemos dizer então, que ocorreram em nosso país somente três consultas populares na modalidade direta. Aproveito para chamar atenção a respeito da conveniência de alteração do caput do Art. 14, dando-lhe uma redação mais clara.
Para se ter idéia, na Suíça, onde o sistema adotado pode ser definido como democracia semidireta, nas questões essenciais (definidas em lei), obrigatoriamente a população, que é considerada instância política suprema, deve ser ouvida, e regularmente é chamada a se pronunciar. O referendo permite aos cidadãos rejeitarem ou aceitarem as decisões tomadas no Parlamento, sendo que algumas leis para entrar em vigor exigem o referendo público, como foi o caso do nosso referendo sobre o Estatuto do Desarmamento. Esse mecanismo é muito eficaz, pois os congressistas sabendo que a população poderá sancionar ou não uma nova lei procuram inteirar-se da opinião pública antes de sua propositura. Também está prevista a possibilidade dos cidadãos oporem-se a uma lei, bastando reunir cinqüenta mil assinaturas para derrubá-la ou reformá-la.
Somos conscientes que um sistema puro de democracia direta é inviável por diversas razões, como a necessidade de realizações de consultas com muita freqüência, o custo elevado, assim como a dificuldade em fiscalizar as ações do poder executivo.
O Poder Legislativo, conforme atribuições conferidas pela Constituição, tem por missão fiscalizar as ações do governo, como também propor e decidir sobre legislação, mas entendemos que após determinadas decisões poderia haver um período durante o qual essa decisão pudesse ser revertida pelo sistema de referendo ou de coleta de assinaturas.
O que podemos avaliar, é que há muito tempo as instituições políticas no nosso país vêm apresentando altos índices de desconfiança da população, e é inegável que necessitam de cuidados para sua revitalização.
Acreditamos que é essencial aperfeiçoarmos o nosso sistema político e a mescla entre a democracia representativa e a democracia direta, ou seja a democracia semidireta, nos parece o caminho mais adequado.
Ronaldo São Romão Sanches, é Administrador – e-mail: ronaldo.autonomista@gmail.com

sábado, 21 de novembro de 2009

Gol inválido classifica a França para a Copa do Mundo na África do Sul em 2010

Por esse tipo de validação de jogada ilegal, cada vez fica mais claro que a solução para esses impasses, passa a ser um quarto árbitro junto ao campo, com monitor, acompanhando a partida e interagindo com o trio de arbitragem na solução das dúvidas, como já é utilizado com êxito nas partidas de tênis dos torneios mais importantes.


Ronaldo São Romão Sanches
Campo Grande-MS

sábado, 7 de novembro de 2009

Bastardos Inglórios (Inglourious Basterds)


Gostei do filme, com cenas fortes como era de se esperar de um filme de Tarantino e de guerra, mas com cenas hilariantes também, onde todos no cinema dão risadas como na cena dos "italianos" na estréia do filme alemão no cinema de Shosanna. Interpretações excelentes de Brad Pitt (Aldo Rayne), Mélanie Laurent (Shosanna Dreyfus), Diane Kruger (Bridget Von Hammersmark), mas sem dúvida Christoph Waltz, interpretando o coronel nazista Hans Landa merece um Oscar. Veja a entrevista de de Christoph.
veja a crítica do filme, de Erico Borgo do Omelete
Na trilha sonora além de Un Dollaro Bucato, de Gianni Ferrio, vamos ouvir Cat People (Putting Out Fire) de David Bowie.

além de Nick Perito em Green Leaves of Summer, lembrando O Álamo de 1960.



e de Ennio Morricone em "Un Amico"

O interessante é que Tarantino nos leva a acreditar na sua história até quase no final, mas aí... não falo mais nada, assista ao filme. hahahahahah.
Ronaldo

O mundo celebra os 20 anos da queda do Muro de Berlim

O muro durou 28 anos, de Agosto de 1961 até Novembro de 1989.
Acontecimento que pode ser representado como um divisor de águas na política mundial. Por que?

veja o programa Sem Fronteiras da Globo News, dedicado ao evento.