sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Do Rio Grande a Abu Dhabi: Uma odisséia Colorada

Os Colorados que quase lotaram o Estádio de Abu Dhabi, nos Emirados Árabes, onde o Internacional enfrentou o poderoso Mazembe, da República do Congo e ficaram meio chateados, entre eles o meu amigo Luiz Schimitz, da UFSM, que nos enviou as fotos do momento quase histórico da conquista do Bi.
A primeira foto é da peregrinação no Deserto, para onde todos os Colorados foram logo após o jogo e ficaram até a hora da volta. A segunda o Luiz, no traje tradicional de beduino, e a terceira no momento em que as equipes entravam em campo. Aproveito o ensejo para desejar a todos os Colorados um excelente 2011.














quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Farra da Copa inclui contratos mal explicados

Direto do site Claudio Humberto de hoje, 23/12/2010.
Começou a farra de dinheiro público na Copa das Confederações de 2013 e na Copa do Mundo de 2014. O Ministério do Esporte contratou sem licitação a Fundação Getúlio Vargas, por R$ 10 milhões, para “serviços de monitoramento de projetos” com vistas aos eventos. O que seria isso? Após horas de insistência, o ministério deu outra finalidade para o contrato: “fazer monitoramento e identificação de riscos”. Hum...

Pois então, essa relação entre CBF e Governos é muito nebulosa. A CBF é uma entidade nada democrática e controlada com mãos de ferro por Ricardo Teixeira que não larga o "osso" por nada. É uma galinha dos ovos de ouro, e vem de família desde João Havelange, seu ex-sogro. Pra comprovar basta analisar seu estatuto e das demais Federações de Futebol estaduais. Uma grande desserviço para o esporte nacional, especialmente o futebol.
Ronaldo São Romão Sanches, e-mail: ronaldo.autonomista@gmail.com

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Literalmente podemos dizer, mas que cachorrada!!!!!!!!


Não conhecia essa raça de cães. Animais muito bonitos. A raça é a Rhodesian Ridgeback, conhecida como caçadora de leões, se originou no Zimbábue e foi desenvolvida na África do Sul, no século 19.
A dona da cadela Etana e dos 17 filhotes é Ramona Wegeman, que é psiquiatra de animais e precisou parar de trabalhar para cuidar dos filhotes nas primeiras semanas. É mole?? Psiquiatra de animais.
Será que a cadela tinha plano de saúde? hahahahhah
Que cachorrada hein??
Ronaldo
Da BBC Brasil

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Inteligência Espiritual (Liderança)

“A vida é como jogar uma bola na parede. Se for jogada uma bola verde, ela voltará verde; se for jogada uma bola azul, ela voltará azul; se a bola for jogada fraca, ela voltará fraca; se a bola for jogada com força, ela voltará com força: Por isso, nunca jogue uma bola na vida, de forma que não esteja pronto para recebê-la. A vida não dá nem empresta; não se comove nem se apieda. Tudo quanto ela faz é retribuir e transferir aquilo que nós lhe oferecemos.” (Albert Einstein)
Quando falo sobre Inteligência Espiritual ou Espiritualidade, não me refiro à religião, mas à capacidade de transcender tempo e espaço; da consciência de que nossas atitudes vão muito além deste momento e deste lugar, e de que, como disse Teilhard de Chardin, “não somos seres humanos tendo uma experiência espiritual, mas seres espirituais tendo uma experiência humana”, ou seja, o ser humano é na verdade um ser essencialmente espiritual.
Quando transcendemos tempo e espaço, percebemos que fazemos parte de algo muito maior, e naturalmente desenvolvemos nossa Inteligência Espiritual, que na sua essência é o amor, que na prática se revela através da solidariedade e do altruísmo.
Uma pessoa espiritualmente inteligente não se vê separado do outro, da comunidade ou do universo. E se você não se sente separado do outro, é bem provável que não faça mal a ele, porque se o fizer, o estará fazendo a si próprio. Se você não se sente separado da natureza, cuidará dela com o mesmo carinho que cuida de si mesmo. Esta é a Regra de Ouro ou Ética da Reciprocidade: “Trate os outros do modo que você mesmo gostaria de ser tratado. Não faça aos outros o que você não quer que façam a você”.
Liderança é cuidar do presente enquanto cria o futuro, e isso é essencialmente espiritual. Nosso mundo passa por uma crise de sustentabilidade e falta de perspectivas para o futuro, e um dos principais motivos é justamente a ausência de líderes que pensem e ajam com base em princípios e valores que rompam os limites do aqui e agora; líderes que elevem seu olhar para além de interesses que apenas solucionem o imediato e o individual, porque são justamente estes interesses que têm levado a práticas e iniciativas que estão devastando o meio ambiente, consumindo recursos finitos, criando desigualdades, conduzindo a uma enorme crise de liderança nas organizações, e acabando com a saúde e o moral das pessoas.
“Inteligência Espiritual é a capacidade de pensar, sentir e agir crendo que existe algo ou alguém além do tangível ou material, que traz consciência, significado e equilíbrio para o papel das pessoas nas organizações, na família, na sociedade e no mundo”. (Marco Fabossi)
Uma organização espiritualizada prioriza o compartilhamento em vez da competição, para evitar que apenas poucos vençam, levando assim todas as pessoas juntas ao primeiro lugar do pódio. Nestas organizações já não existe espaço para cabeças e ambientes evolucionistas onde o lema darwinista é “cresça ou morra”, “sobreviva ou desapareça”. Uma organização espiritualmente inteligente age com ética e não tem apenas metas a cumprir, mas causas a desenvolver.
O líder inteligente espiritual age com ética, está sempre pronto a ajudar seus colegas, prefere servir a ser servido e não se envergonha de dizer que depende da equipe para crescer. Seu grande propósito é ajudar as pessoas a se desenvolverem para que se tornem melhores seres humanos, pais, filhos, cônjuges, amigos e profissionais, alinhando suas necessidades e valores aos da organização.
O líder espiritualmente inteligente está disposto a pagar o preço por agir com os princípios e valores que acredita, mesmo quando isso possa lhe trazer prejuízos pessoais, políticos ou econômicos, porque sua estrutura de valores está acima de qualquer possibilidade de vantagem pessoal ou corporativa. Ele sabe que amar não é apenas um sentimento, mas uma atitude, tratando as pessoas com decência e respeito e levando toda a equipe a agir da mesma maneira. Ele não compactua com resultados e desempenhos ruins, mas obtém o máximo da equipe por meio de inspiração e motivação. Ele jamais denigre as pessoas a quem serve, e busca incessantemente compreender como suas atitudes podem beneficiar essas pessoas, a organização e o mundo.
É por isso que a Inteligência Espiritual é a essência da Liderança; porque transforma pessoas comuns em líderes extraordinários, que realmente se importam com o ser humano, com a vida e com o futuro.

O autor, Marco Fabossi, é Conferencista, Escritor, Consultor, Coach Executivo e Coach de Equipe, com foco em Liderança. Autor do livro Coração de Líder - A Essência do Líder-Coach. 

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

O fim do CineCultura


Em 17/11/2010, a administração do Cinecultura de Campo Grande, MS, divulgou um breve comunicado à imprensa no qual informava que “as exibições de filmes naquele cinema de arte estavam suspensas por tempo indeterminado”. As razões elencadas eram de que o fechamento se devia a uma série de fatores, dentre os quais, a diminuição de público, a queda nos recursos, e a falta de divulgação, o que fez com que houvesse uma queda significativa no número de espectadores no estabelecimento. Além disso,o fechamento definitivo do local dependeria de acordo a ser firmado com parceiros, para manter em funcionamento algumas de suas atividades. O anúncio da suspensão nas exibições de filmes coincidiu com o encerramento oficial, na sexta-feira anterior (12/11/2010), das inscrições para o 8º FestCine Pantanal, cuja previsão inicial era de ser realizado em janeiro de 2011, mas que tudo indica só deverá acontecer em maio do próximo ano, caso surjam patrocinadores. O fato é que por hora o CineCultura fechou.
Na ocasião, as explicações para o fechamento daquela sala de cinema foram as mais variadas possíveis. O proprietário do cinema, Nilson Rodrigues, disse que “a falta de interesse do Estado e da prefeitura em apoiar a iniciativa inviabilizou sua manutenção”.O presidente da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS), Américo Calheiros, embora reconheça que o Cinecultura presta serviço importante para a cidade, argumentou: “Como repassar recursos a uma iniciativa privada que ganha dinheiro com a venda de ingressos? É um espaço privado como outro qualquer”, resumiu. Para Pedro Ortale, ex-presidente da FCMS, atualmente à frente da organização do 8º FestCine Pantanal, porém, “existem formas legais do governo investir em projetos que fazem uso daquela sala”. E completou: “Todos os cinemas de arte do Brasil são financiados por órgãos públicos ou privados. Não há como ele se manter com o dinheiro da bilheteria”. Para Marcio de Camillo, membro da “Associação Amigos do Cinecultura” (AACIC), o cinema já ameaçava fechar as portas há algum tempo em razão das dificuldades financeiras.(Thiago Andrade/Correio do Estado,18/11/2010).
Mas os protestos e lamentos pelo fechamento do único cinema de arte de Mato Grosso do Sul foram contundentes. Revoltado,o cinéfilo e membro da AACIC, Silvio Santana de Souza, desabafou: “O argumento utilizado por Américo Calheiros de que o governo do estado tem outras prioridades e não poderia dispor de migalhas para o CineCultura, é ridículo. É não reconhecer a importância desse espaço para a cultura do estado.Estávamos nos firmando como capital-pólo cinematográfico no Brasil, coisa rara neste país. Para onde vão o Festcine Pantanal e o Vídeo Índio Brasil?”. E sob o título “Adeus, CineCultura”, em 07/12/2010, no blog “A invenção da solidão” está escrito: “Adeus, Lênin!, O Cheiro do Ralo, Irreversível, Os Sonhadores. Eu poderia ficar até amanhã escrevendo sobre os belíssimos filmes que assisti no CineCultura, e que acaba de fechar as portas. O motivo eu já sei e desconfio há muito tempo: falta de público, prestígio e atenção com este maravilhoso lugar que, a meu ver, era um dos meus favoritos em Campo Grande”. E o artista Marcio de Camillo, completou: “Com o fechamento do CineCultura perdemos um espaço de arte muito importante, principalmente por sediar o festival de cinema, que nos coloca no mapa audiovisual do Brasil”.
É bom que se diga, porém, que apontar a baixa afluência de público como causa principal pelo fechamento do CineCultura é apenas uma meia-verdade. Quando da primeira ameaça de “extinção” daquela sala de cinema em 2007 (ver “Ameaçado de extinção”, no Correio do Estado de 28/04/2007) – e, coincidência ou não, houve também troca no comando do governo estadual! – criou-se a “Associação dos Amigos do CineCultura” (AACIC), visando ajudar o cinema a se manter e em cuja ata de fundação (02/06/2007) consta a participação de 62 associados. Na época, não havia pagamento de mensalidade ou anuidade, mas cada associado adiantava o pagamento de quatro ingressos de meia-entrada por mês, a fim de ver os filmes depois. Além disso, até 2006, o governo estadual contribuía com recursos oficiais para o CineCultura, e em troca os funcionários públicos estaduais pagavam meia-entrada no cinema. Infelizmente, com o tempo a AACIC se esvaziou e hoje suas atas só servem para angariar recursos no ministério da Cultura, em Brasília-DF! E a ajuda do governo estadual escafedeu-se!  
O fato é que desde a sua criação, em maio de 2002, no antigo prédio da missão salesiana na rua Padre João Crippa em frente à praça do Rádio e, posteriormente, no Pátio Avenida, o CineCultura viveu, em termos de recursos financeiros, dois períodos distintos ao ano. O primeiro é o que se poderia chamar de período do “boi gordo no pasto”, que coincide com a realização do FestCine Pantanal e do Vídeo Índio Brasil, quando fluem para cá verbas do ministério da Cultura (Governo Federal), do governo estadual (até 2006!) e da prefeitura local, o que de certa forma mantêm o caixa do CineCultura no azul. O outro é o período das “vacas magras”, quando as verbas federais escasseiam, as municipais e estaduais somem e a sobrevivência do cinema depende exclusivamente da bilheteria. E é essa fase que o Cinecultura atravessa agora e, por isso, fechou.
O que fazer então? Deixar tudo como está e passar a assistir filmes tipo “Harry Potter” ou “Tropa de Elite 2” no Cinemark gastando “os tubos”, ou insistir na reabertura e manutenção do único espaço de Cine-Arte de Campo Grande e do MS, o CineCultura? A resposta inicial foi dada. A presidente da Associação dos Amigos do Cinecultura, Elis Regina, convocou uma reunião da AACIC para o próximo sábado, dia 18, às 16 horas, na sala de projeção daquele cinema no shopping Pátio Avenida. Não vamos deixar a peteca cair, né gente?
O autor, Hermano de Melo, é Escritor, estudante de jornalismo, e membro da Associação dos Amigos do Cinecultura. O artigo foi publicado no jornal Correio do Estado, edição de 16 de dezembro de 2010.

Confraternização da FAMEZ, dia 16 de dezembro de 2010

Hoje pela manhã, no Auditório Olímpio Crisóstomo Ribeiro, da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, da UFMS, houve uma reunião de confraternização, com a participação de servidores administrativos e docentes. Quem fez a abertura, foi a nossa colega Marta, uma das organizadoras do evento, que exortou o clima de harmonia entre os colegas. Em seguida, falou o Professor Ricardo Lemos, Diretor da Faculdade, que fez um breve relato das atividades realizadas durante o ano de 2010. Logo após foram sorteados brindes a participantes da reunião e ao final todos foram convidados a participarem de almoço na Sede do Grêmio Recreativo.
Veja abaixo, alguns registros feitos pelo Professor Gumercindo, que mostrou  sua habilidade também como fotógrafo e que circulava todo contente entre as pessoas, com sua Nikon D3000.
Aproveitando o ensejo, desejamos a toda a Família FAMEZ, um Bom Natal e Excelente Ano Novo, extensivo aos familiares.
Abraço a todos
Ronaldo São Romão Sanches
COE/FAMEZ














































quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Alguém conhece o verbo mazembar?

Qui qui aconteceu com os colorados? hahahahhah
De onde é esse tal de Mazembe?
Hoje cedo chegou o Diretor aqui da FAMEZ, o Ricardo Lemos, com a camisa do Grêmio, todo faceiro.
Perguntei-lhe: Rapaz vc tá todo sorridente? Qui Qui aconteceu? Camisa do Grêmio Futebol Portoalegrense?
Resposta: Tentei comprar uma do Mazembe mas não tinha em nenhuma loja. hahahhahah
mas e essa agora: 
Conselheiros gremistas sugerem lançamento de camiseta igual à do Mazembe
Convenhamos, isso é uma barbaridade. Solidariedade nessa hora é importante.
Com todo respeito, minhas condolências aos Colorados.
Ronaldo São Romão

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

O que é o Natal pra mim

Realmente a época do Natal, o final de um ano e o início de outro, é bem significativa e emblemática, no sentido de despertar para a necessidade de fazermos um balanço das nossas atividades realizadas durante o ano que passou e planejarmos o nosso futuro, já que depende exclusivamente de nós a forma como encaramos os desafios da vida.
A questão da religiosidade e da espiritualidade depende daquilo que entendemos ser a vida. Qual o seu significado? Os por ques? De onde viemos? O que estamos fazendo aqui? Para onde vamos? Ou não vamos para lugar algum. Existem penas a serem cumpridas por aqueles que erram? Existem compensações para aqueles que se esforçam em serem bons, ou melhores a cada dia, numa caminhada infinita?
Questões filosóficas sem dúvida e que muitas vezes achamos que é uma perda de tempo meditar sobre isso, mas com certeza tem uma influência muito grande no nosso dia a dia.
Desde os mais remotos tempos, o homem vem pensando sobre isso. E nessa caminhada, foram surgindo as doutrinas filosóficas, as religiões, e sem dúvida, nessa busca da "verdade", vamos ficando cada vez mais próximos de algumas certezas, embora sabemos que uma resposta positiva, cartesiana, creio que ainda está bem longe de ser revelada. Aí entra aquele componente polêmico: Acreditar em que? Tenho fé em algum dos ensinamentos propostos?
Creio que aí deve entrar então a tolerância, o respeito ao que o outro pensa, pois existe uma grande diversidade de opiniões.
Nesse processo todo, tem também outra dúvida, por onde vou? Notem que muitas vezes mudamos ao longo da vida, essa nossa disposição em seguir uma corrente de pensamento ou outra. E isso é válido, pois as experiências que vamos passando oferecem condições de meditarmos e afirmarmos ou revermos posições. 
Uma certeza tenho, acredito em algo superior, que todo o Universo e a Humanidade não são frutos do acaso como afirmou dias atrás o cientista inglês Stephen Hawking em seu novo livro "The Grand Design", que Deus não tem mais lugar nas teorias sobre a criação do universo, devido a uma série de avanços no campo da física, ou como prega o também inglês Richard Dawkins, a descrença em Deus em seu best seller de 2006 "Deus – Um Delírio”. Sem dúvida pontos de vista em que acreditam e se sentem bem pensando assim, um direito de cada um se expressar.
A minha intuição indica que a teoria materialista é muito mais absurda e desprovida de qualquer sentido lógico, numa comparação direta com aquilo que pregam as doutrinas que admitem a perenidade do ser após a morte do corpo físico, da necessidade de renascermos na ânsia de aprendermos, de nos tornarmos melhores, algo que julgo componente no nosso DNA, a irreverssível força que nos leva a progredir sempre, embora tantas vezes ficamos como encalhados nesse grande processo de aprendizagem e derrapamos com aqueles sentimentos mesquinhos que teimamos em carregar e que tanto mal nos causa, quando se sobressai o nosso egoismo, a ânsia do poder, de ter, de impor.
Na verdade vou pelo caminho que acredito ser o melhor, que me ajude a ver o mundo e as pessoas pelo lado bom, que me ajude a ser feliz e conviver bem com aqueles que nos rodeiam.
Então meus amigos, Natal pra mim é isso. E sempre lembro da música do rebelde John Lennon que pregava a Paz e foi morto por um infeliz que não entendia o sentido da vida, um extremista. Por isso devemos nos educar para não sermos radicais, para não sermos fanáticos por nada além de buscarmos ser melhores a cada dia. E lembro também do que nos ensina Jesus, o meigo Nazareno quando disse "Vós sois a luz do mundo", "Vós sois o sal que salga a Terra".
Façamos então a nossa parte para vivermos num mundo melhor.
Pra complementar escutem a canção "Então é Natal" interpretada pela Simone, bem mais leve do que na edição do original de John Lennon, "Happy Christmas (War Is Over)", que foca o horror das guerras.

Feliz Natal e Ótimo Ano Novo a todos
Grande abraço.
Ronaldo São Romão Sanches

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Excelente programação da Antena 102 Web, de Jales-SP

Excelente programação dessa rádioweb, da cidade de Jales-SP, a Antena 102. Gostei muito.
Abraço aos seus dirigentes. Vale a pena sintonizar. Muito simples, é só clicar no link, na figura abaixo.
Parabéns

Ronaldo São Romão Sanches
Campo Grande-MS

domingo, 17 de outubro de 2010

Emilio Santiago completa 40 anos de carreira

Considero o Emílio uma das melhores vozes do Brasil. O cara realmente canta muito. O vídeo abaixo, creio que é do tempo que o Emílio fazia apresentações em bailes. Esses dias atrás vi o programa Sarau, da Globo News, apresentado pelo Chico Pinheiro, com a presença do Jorge Aragão, comemorando os 40 anos de carreira do Emílio.
Não sei se vai continuar na programação dessa semana, mas quem quiser assistir o programa, pode ver acessando o link do programa Sarau.
http://globonews.globo.com/Jornalismo/GN/0,,JOR317-17665,00.html
pode acessar outros programas muito bons, também pelo blog: http://globonews.globo.com/platb/sarau/

abraço a todos.
Ronaldo

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Universos Paralelos, a teoria do Dr. Michio Kaku

Um dos assuntos que chamam minha atenção, posso dizer que é o estudo sobre a origem do universo e por conseguinte a origem da vida. As religiões abordam esse assunto de diferentes formas, a ciência tem contribuido sobremaneira para esclarecer assunto tão complexo e de imprescidível discussão, mas fica evidente o quanto somos ignorantes ainda. A Doutrina Espírita, tem uma obra fundamental dedicada ao tema, A Gênese, que faz parte da Codificação elaborada por Allan Kardec.
Deparei-me com essa entrevista do Dr. Michio Kaku ao apresentador Gavin Esler, no programa HardTalk Extra da BBC, em abril de 2005, que foi dividida em 3 partes. Aborda vários temas com muita desenvoltura, interessante  a sua visão sobre o nosso atual estágio evolutivo. Excelente.
Parte 1
Parte 2
Parte 3

sobre o Dr. Michio Kaku
http://globonews.globo.com/Jornalismo/GN/0,,MUL1607713-17665-310,00.html

domingo, 10 de outubro de 2010

Feliz aniversário John Lennon

Muito interessante o filme que assisti ontem, Os Estados Unidos Contra John Lennon (U.s Vs. John Lennon), que estreou em 2006, contando a pressão que sofreu o ativista pela paz, além de gênio musical John Lennon, no período que resolveu morar nos Estados Unidos em plena época da Guerra do Vietnã. O filme retrata como o governo americano tratava aqueles que se atreviam a protestar por sua política bélica, a hipocrisia de homens como Hoover, poderoso chefe do FBI na época e Nixon então presidente. Ontem Lennon faria 70 anos. Assim como outros pacifistas, como Mahatma Gandhi e Martin Luter King também foi assassinado. Morava em New York, em frente ao Central Park, cidade que havia escolhido para viver, pois acreditava ser o centro cultural de um mundo em ebulição e que dali sua mensagem de paz se espalharia por todo o planeta. A música símbolo daquele período foi Give Peace A Chance (Dê uma chance à paz). Entre as canções que fez pela paz, destaca-se: Imagine. Com certeza posso dizer que Lenon vive e a luta por um mundo melhor continua, nenhum esforço como esse é em vão. Feliz aniversário John Lennon.
Notícias sobre as comemorações do seu aniversário:
 Loja oficial: http://johnlennon.shop.livenation.com/

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Aquecimento Global, Tamanduás e Arborização Urbana

O título é provocativo. Afinal, o que pode haver em comum em temas tão diversos? Cada vez mais os cientistas reúnem evidências de que a temperatura média do planeta vem aumentando em razão das atividades humanas. O problema deverá ser mais grave nas regiões tropicais, especialmente em áreas de baixa altitude. Então, as cidades onde as temperaturas já eram naturalmente elevadas, como muitos municípios do Centro-Oeste, Norte e Nordeste do Brasil deveriam estar discutindo as possíveis consequências e medidas para minimizar as consequências do aumento previsto de 3º a 6ºC na temperatura média na próxima década (p. ex., veja a publicação: “Mudanças climáticas globais e seus efeitos sobre a biodiversidade - Caracterização do clima atual e definição das alterações climáticas para o território brasileiro ao longo do Século XXI”, de 2007, do Ministério do Meio Ambiente).
Há décadas moro em Corumbá, a cidade que é considerada a capital do Pantanal em Mato Grosso do Sul. Por conhecê-la bem, vou apresentá-la como modelo, mas aposto que muitos leitores vão reconhecer semelhanças com suas próprias cidades. O clima de Corumbá está longe de ser ameno. Nos meses quentes de novembro e dezembro de 2009, a média das temperaturas máximas chegou a 35,5ºC e a máxima absoluta registrada foi de 41,6ºC (dados INMET). Naquele ano, Corumbá teve a duvidosa glória de ter tido a temperatura mais quente no inverno (41,1ºC), entre todos os municípios brasileiros (http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL1317175-5598,00.html, acessado em 16/08/2010), mas a mínima absoluta do inverno de 2010 chegou a 6,7ºC, e, devido aos fortes ventos, a sensação térmica foi ainda mais baixa. Esta grande amplitude nas temperaturas durante o inverno é característica histórica de Corumbá, mas pode se agravar com o aquecimento global. As partes geladas do hemisfério, incluindo a Antártida e as porções ao sul da América do Sul são como um dínamo de ventos. Quando este dínamo consegue energia, na forma de calor, ele sopra. Sopra um vento frio e seco. Parece contraditório, mas aquecer as regiões mais frias do hemisfério, pode determinar um aumento na frequência e intensidade das frentes frias que se originam lá e que atingem Corumbá com tanta intensidade. Temperaturas extremas como estas já são limitantes para vários tipos de atividade humana. No inverno, durante os eventos de frentes frias, as noites corumbaenses ficam praticamente desertas. No verão, poucas pessoas se atrevem a fazer caminhada nos horários tórridos do dia, e é provável que o comércio observe queda nas vendas nessas horas. Então, precisamos de alguma coisa que sombreie e refresque a cidade nos períodos de calor intenso, mas que conserve o calor e a proteja dos ventos fortes durante os eventos de friagem. Já adivinharam a idéia? Ainda não? Então vamos falar um pouco sobre tamanduás.
O tamanduá-bandeira, que os biólogos gostam de chamar pelo nome pomposo de Myrmecophaga tridactyla, é um animal surpreendente na aparência e no seu modo de vida, e ocorre em abundância no Pantanal. Ele é considerado um animal característico de clima quente, mas tem uma pele surpreendentemente grossa, com pelos longos e abundantes. É como se vestisse um grosso casaco de peles. Como todos sabem, ele se alimenta quase exclusivamente de formigas e cupins, alimentos ricos em proteína, mas pobres em energia. Esta dieta desbalanceada faz com que o tamanduá-bandeira tenha problemas com seu metabolismo basal, que é bem mais baixo que o esperado para um mamífero daquele tamanho e é uma das causas do tamanduá ter dificuldades em ajustar fisiologicamente sua temperatura, quando a temperatura externa é muito elevada ou muito fria. Vou explicar melhor: o grosso casaco de peles confere ao tamanduá o que os cientistas chamam de grande “insulação térmica”, ou seja, ele suporta uma amplitude relativamente grande de temperatura (algo entre 15º a 36ºC) sem ter que lançar mão de recursos fisiológicos para controlar a temperatura, como fazem a maioria dos mamíferos - coisas como suar, tremer ou se arrepiar. Entretanto, quando a temperatura ambiente vai abaixo de 15º ou acima de 36ºC, o tamanduá-bandeira começa a ter problemas. Temperaturas acima de 36ºC são frequentes nos verões pantaneiros e, como vimos, os eventos de frentes frias podem levar a temperatura bem abaixo dos 15ºC. Então, como os tamanduás lidam com estas temperaturas extremas no Pantanal?
Estas características inusitadas dos tamanduás e perguntas como esta acima chamaram minha atenção e a de meus alunos, e temos estudado o tamanduá há anos. Uma de minhas alunas, Ísis Medri, usou radiotransmissores fixados nos tamanduás para monitorá-los em uma área do Pantanal. Sempre que ela sabia, pelo sinal captado por uma antena receptora, que um tamanduá estava dentro de um fragmento de mata logo à frente, ela tomava a temperatura do ar, fora e dentro do fragmento, nas proximidades de onde o animal se encontrava. Ambas as temperaturas eram tomadas à sombra. Os resultados deste estudo foram publicados em 2007, no volume 271 da revista especializada Journal of Zoology, mas os pontos que gostaria de chamar a atenção aqui são: (1) sempre que fazia muito frio ou muito calor os tamanduás se abrigavam dentro dos fragmentos e (2) as temperaturas dentro dos fragmentos foram até cinco graus mais quentes que as temperaturas externas nos eventos de frentes frias e até cerca de 7-8 graus mais frescas do que as temperaturas externas durante as horas mais quentes do verão.
Agora acho que a maioria dos leitores pegou a idéia. Se plantarmos árvores, muitas árvores, na área urbana, podemos imitar o efeito que elas têm em áreas como o Pantanal. Creio que todos já experimentaram a sensação refrescante ao penetrar em um bosque ou sob as sombras de árvores em um parque durante um dia ensolarado. Se estendermos um tapete de copas que literalmente sombreie as ruas de cidades como Corumbá, aposto que seremos capazes de amortecer os efeitos de temperaturas extremas. É claro que será necessário repensar as cidades, o sistema de distribuição de energia elétrica e iluminação pública, e até a circulação de automóveis. Em Corumbá temos a sorte de termos a maioria das ruas largas o suficiente para permitir até a construção de canteiros centrais. Provavelmente, algumas ruas do centro da cidade têm vocação para serem transformadas em calçadões, de uso exclusivo de pedestres à sombra de árvores copadas. De qualquer forma, acho que os tomadores de decisão deveriam se inspirar nos tamanduás e começar a discutir seriamente planos de re-arborização urbana capazes de abaixar a temperatura média das cidades em vários graus centígrados, e assim fazer frente aos desafios impostos por um planeta em aquecimento.

O autor Guilherme Mourão (gui@cpap.embrapa.br) é doutor em Biologia, ênfase em Ecologia, pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia e pesquisador da Embrapa Pantanal na área de ecologia, manejo e conservação de animais silvestres.

COMO CITAR ESTE ARTIGO
MOURÃO, G. Aquecimento global, tamanduás e arborização urbana. Corumbá: Embrapa Pantanal, 2010. 4p. ADM – Artigo de Divulgação na Mídia, n.140. Disponível em:
<http://www.cpap.embrapa.br/publicacoes/online/ADM140>. Acesso em: 01 set. 2010.

domingo, 3 de outubro de 2010

Brasil: eu te amo mesmo assim!

Que neste dia haja um alinhamento dos astros e o magnetismo do universo derrame suas energias nas mentes dos brasileiros para que seus votos façam a história do melhor caminho. Neste dia tão importante para a democracia, ao votar não consigo parar de cantarolar uma velha canção: Vem, vamos embora / Que esperar não é saber / Quem sabe faz a hora / Não espera acontecer... Se respira, fala, come, ignora ou elogia, você está relacionando-se na pólis, ou melhor na cidade, como os gregos referiam-se aos aglomerados urbanos. A relação humana é uma atividade própria dos urbanos, de quem mora nas cidades e por isto recebe o nome de política ou a arte de viver. Caso você não goste de política nos e dos partidos, tudo bem! Mas política inevitavelmente todos nós fazemos, pois é inerente à vida, ao cotidiano. Cada opção, cada escolha, cada compra; qualquer ida e vinda representa um ato político.
Ao criticar qualquer um de nossos governantes e qualquer um de nossos parlamentares acusando-os de corruptos, individualistas, sonegadores e desonestos vamos fazer um exame de nossa consciência enquanto cidadão. Antes de destroçar com nosso congresso, assembléia legislativa e nosso executivo vamos revisitar nossas condutas e posturas no cotidiano. Por que “nossos”? Por que os escolhemos na última eleição: aliás, você lembra em quem votou na última eleição para deputado e senador? Nossos governantes e parlamentares representam a sociedade: são amostras do que é a sociedade!
Para induzir reflexões àqueles que tantos criticam os políticos, exatamente antes deste momento de escolher e votar, eu questiono: quantos destes críticos não reproduzem ilegalmente CDs, DVDs e livros pirateando os direitos autorais? Quantos não declaram certos rendimentos à receita federal? Quantos não sonegam impostos municipais como ISS, IPTU e outros? Quantos destes críticos no dia a dia subornam funcionários e ou pagam propinas e oferecem presentes para obter benefícios? Quantos não cobram comissões indevidas em suas vendas e compras? Quantos são deselegantes no trato com as pessoas no cotidiano ofendendo ou faltando com a educação e a ética?
A democracia a cada eleição permite-nos repensar, refletir, corrigir, confirmar e participar do processo de construção da sociedade que queremos para viver melhor. O erro e a imperfeição são inerentes a nossa condição de humanos. Vamos aproveitar este dia de eleição para drenar nossos fluídos e líquidos de cidadania e colocar nossas vontades e escolhas no leito caudaloso dos votos para legitimar aqueles que escolheremos para conduzir a nação.
Ao céticos e pessimistas eu peço desculpas, pois duas coisas eu não consigo separar uma da outra: eleição e poesia.
Com singeleza sugiro a todos que caminhem para o local da votação lembrando-se do poeta Cazuza que cantou Brasil! Mostre a sua cara! E a mim não importa, se bonita ou feia for a sua cara, eu te amo mesmo assim.


Artigo publicado no Jornal da Cidade, de Bauru-SP, edição do dia 03/10/2010. O autor, Alberto Consolaro, é Professor Titular de Patologia da Faculdade de Odontologia de Bauru-FOB-USPe  e colunista da seção Ciências, às segundas-feiras no JC

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Sinto muito sabichão não é isso não

Vendo minha disposição de votar em Marina para Presidente, neste próximo domingo, um colega da UFLA enviou e-mail para uma lista de contatos, nos seguintes termos:
"Votar na Marina pra forçar um segundo turno é fazer o jogo de Serra e da grande imprensa que comerá viva a Dilma caso dê um segundo turno. A política exige de nós, muito mais conhecimento e malícia do que nossa santa inocência imagina. Assistam o debate de hoje a noite, eu aposto que o Serra irá levantar a bola para que a Marina suba nas pesquisas. A chance de Serra é a Marina subir pra que ele vá para o segundo turno e conte com a preciosa colaboração da imprensa. Votar na Marina sabendo que ela não tem chance, é de uma ingenuidade (pra não falar outra coisa) tremenda."
Não tenho muito o que dizer para pessoas que insistem numa visão política estreita e equivocada, pois onde o direito de escolher de forma isenta em quem votar? Não quero ver o Brasil se tornando uma imensa Venezuela, à la Chavez.
Sinto muito sabichão (pra não falar outra coisa), mas você está equivocado.
Simplesmente não voto na Dilma, em primeiro lugar porque ela não me convenceu e em segundo por causa do PT, pois acho um partido ruim, pois mudou muito, e para pior. Simples assim.
Agora tudo pode acontecer de hoje até domingo. Quem sabe a Marina vai pro segundo turno, e se for o PT já era.
Torço muito pra isso.
Vejam aí a simplicidade que me convenceu:
A portadora de um sonho


Saudações autonomistas e verdes para todos.
Ronaldo São Romão Sanches
http://autonomista-br.blogspot.com/
http://www.minhamarina.org.br/home/home.php

Vai ficar assinando cheque em branco?

Como servidor público federal alguns colegas não compreendem quando digo que não vou votar na Dilma, pois basta ver o que os tucanos fizeram com as universidades públicas, deixando-as sucateadas, além de lembrarem que foram oito anos sem aumento, além de privatizações escandalosas do patrimônio público, tudo em nome de um estado mínimo.
Justamente por isso não defendo o voto nos tucanos, pois os motivos alegados acima já considero suficientes para não levarem mais meu voto. Embora  tiveram o mérito do controle inflacionário, ou alguém vai desmerecer isso.
Vou votar na Marina, pois é uma terceira via interessante, vide o programa de governo do PV: http://www.minhamarina.org.br/home/home.php
Sou a favor de um estado enxuto e eficiente, não estado mínimo, pois setores como Educação, Pesquisa e Extensão - Saúde - Segurança, além de obras em  alguns setores da infraestrutura, devem receber cuidados e investimentos pesados. Fora os setores mencionados, tenho a firme convicção que é melhor deixar a cargo da iniciativa privada.
No meu entender, o melhor a acontecer nestas eleições presidenciais de 2010 será haver 2º turno, forçando a uma composição a mais para alguem que deseje ganhar a eleição, justamente para evitar hegemonia de um partido que não me cheira tão bem assim (vide escândalos diversos), ou não devemos enxergar esse lado negativo, além do que todo mundo sabe que é a banda mais podre do PMDB que avaliza o PT.
Voto Marina 43.
E você vai ficar assinando cheque em branco?

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Porque vou votar na Marina 43



A candidatura da Marina está crescendo nessa reta final das Eleições 2010.
Não está no centro de nenhum escândalo de corrupção, é simples, humilde e capaz. Ingredientes mais do que suficientes para ter meu voto.
Vou votar na Marina, na esperança de renovação política.

Ronaldo São Romão Sanches
Campo Grande-MS

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

A vigência da Lei da Ficha Limpa e o início de uma grande reforma política

Após mais de dez horas de discussão e empate de 5 a 5, no Supremo Tribunal Federal, o julgamento a respeito da constitucionalidade da entrada em vigor da Lei da Ficha Limpa já a partir dessas eleições de 2010,  foi suspenso foi suspenso na madrugada de hoje.
O julgamento foi originado por recurso imposto pelo candidato a Governador do Distrito Federal Joaquim Roriz (PSC) por ter sido alijado da campanha eleitoral por ser considerado Ficha Suja. Em 2007, Roriz renunciou ao mandato de Senador para fugir de processo de cassação, o que pela nova legislação é causa de inelegibilidade.
Com os resultados da pesquisa junto ao cidadão, realizada pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), é interessante ver como o cidadão quer a aplicação da lei, quer mudanças.
Apesar de considerar que não é apenas uma lei como essa que vai resolver o problema da eleição de maus representantes, pois o processo é mais complexo, passando desde a forma como o cidadão se reconhece como detentor do poder expresso na Constituição Federal, no seu art. 1º, que prevê "Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição", até a constituição e funcionamento dos partidos políticos, ponto nevrálgico dessa questão, pois é unicamente através dessas agremiações que o cidadão pode se apresentar perante a sociedade como postulante a um cargo para o Poder Executivo e Legislativo, porque devemos ir além disso.
Considero como ponto fundamental a necessidade de reforma do Poder Judiciário, com a eleição pública dos cargos a desembargadores dos tribunais de justiça, bem como dos ministros dos supremos tribunais, além dos membros dos tribunais de conta nos seus vários níveis, enfim acabar com  as famigeradas listas tríplices, sextuplas, ou seja o que for conferindo ao Poder Executivo o poder de homologar os nomes para compor a cúpula dessas instituições. Onde a autonomia do Poder Judiciário? 
Essa Lei da Ficha Limpa deve ser apenas o início de um processo de reformas. A sociedade civil deve iniciar um grande movimento, com certeza o próximo grande movimento, maior até que o das Diretas Já.

Ronaldo São Romão Sanches, administrador, pós-graduado em planejamento e gestão estratégica. e-mail: ronaldo.autonomista@gmail.com - Campo Grande-MS
artigo publicado no Blog do Partido Autonomista

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Sou só descontentamento e desassossego, com esta baleia franca agonizante e entalada dentro de mim

Lélia Almeida.[1]

Si miramos la realidad, las mujeres son más sólidas, más objetivas, más sensatas. Para nosotros, son opacas: las miramos, pero no logramos ir adentro. Estamos tan empapados de una visión masculina que no entendemos. En contrapartida, para las mujeres, nosotros somos transparentes. Lo que me preocupa es que cuando la mujer llega al poder pierde todo aquello. Hay tres sexos: femenino, masculino y el poder. El poder cambia a las personas.

José Saramago.[2]

Ai! Esta baleia franca agonizando na praia de Itaperubá, em Laguna (SC), agonizando frente à nossa impotência, resistindo e sobrevivendo a um coquetel de medicamentos para a eutanásia. Ai! Esta baleia franca entalada dentro de mim, virada numa metáfora de coisas grandes e sagradas, maravilhosas e que parecem que não tem mais lugar e nem cabida neste mundo. Resta-nos observá-la, mirar-nos, bravamente, na sua capacidade de resistência mesmo sabendo que estamos assistindo a sua morte. Passo horas pensando na baleia, tentando adivinhar-lhe as dores, os movimentos impossíveis, a respiração difícil. A baleia levo-a entalada por aonde vou, nestes dias, presa dentro de mim, e um sentimento aterrador se instala sem remédio.
Sinto-me como o protagonista do filme do Bela Tarr, As Harmonias de Werckmeiser, quando a vida de uma pequena cidade do interior da Hungria é transformada com a chegada de uma baleia gigante empalhada. E da sua incompreensão, ao ver a baleia, quando se pergunta sobre como Deus pôde conceber uma criatura daquelas e ainda por cima fazê-la viver no mar!
A baleia é mítica, é sagrada, é um símbolo também, e na sua grandeza é a metáfora que escolho para expressar, neste momento, o meu desassossego e o meu profundo descontentamento. Lembro das muitas vezes ao longo da minha vida que tive de mergulhar muda e só no descontentamento, na paralisia da baleia encalhada, como uma criança que ouve da mãe, engole e choro e não reclama, para aquelas situações quando as nossas sábias e pragmáticas mães sabem como ninguém que não nos resta mais nada além de obedecer e aceitar. E calar. E sempre que não pude expressar o meu descontentamento, a minha discordância, o desassossego comprometeu os meus movimentos mais espontâneos e a minha fala mais verdadeira e por isso a minha alma adoeceu. A minha alma que era um mar, um mar que já não podia conter uma baleia. A baleia que mal respira e que não desiste sob os nossos olhos atônitos.
Tenho convivido com um profundo sentimento de frustração e de estar vivendo uma oportunidade única que está sendo desperdiçada. A minha geração de mulheres sonhou e lutou por muitas coisas lá na origem dos movimentos de mulheres deste país. Digo nas origens porque me filio a uma linhagem de outras mulheres, anteriores, que pensaram e me ensinaram tudo o que me faz, ainda hoje, me perceber como cidadã, mãe, profissional e mulher no mundo. Ensinaram-me, antes de tudo, que o movimento de mulheres sempre reivindicou a autonomia das mulheres, de forma mais importante ainda do que a igualdade com os homens. Permanece soberana, em algumas de nós, a raiz de toda esta luta que tem sido, historicamente, uma luta por autonomia. E eis que temos, neste momento, a possibilidade de duas candidatas mulheres à Presidência da República. E nunca o debate foi tão vazio, de tão baixo nível e as mulheres nunca ficaram tão caladas. A baleia agoniza, mas resiste, sinto sua respiração, sua alma que não se entrega. Ai baleia calada!
Quando a então Ministra Dilma Roussef anunciou publicamente que tinha câncer fiquei estarrecida da maneira como os seus colegas de Esplanada e de partido expressaram publicamente o tanto que este fato podia ajudá-la a crescer nas pesquisas como candidata à Presidência da República. Os comentários foram absurdos e não ouvi nenhuma grita de indignação sobre este tratamento dispensado à Ministra, já naquele momento precisávamos ser pragmáticos, outra vez pragmáticos e batendo o martelo, ali já começava a se gestar o que temos como a estratégia urgente de todos estes meses, a pressa desenfreada, o vale tudo porque ela tem de vencer, doa a quem doa, danem-se as baleias, dane-se o meu desassossego. Falava-se da maneira como a doença podia render-lhe uma imagem de lutadora, de sobrevivente e a então Ministra tinha deixado de ser uma mulher e tinha se transformado numa candidata, ia capitalizar com a doença e com outros episódios também. Não vi ninguém questionar estas declarações desastrosas, perversas, mas parece que nada disso é importante e que minhas considerações sabem a um sentimentalismo inoportuno e incorrigível, devo dizer, a esta altura do campeonato.
Lembro de um livro clássico que muitas mulheres da minha geração leram com atenção, Os seis meses em que fui homem, um texto canônico da Rose Marie Muraro[3] onde ela conta do estresse absoluto vivido quando teve de exercer um cargo de alta responsabilidade, e repetir assim os gestos irrefletidos, como chamo os gestos das mulheres que assumem o poder, porque só conhecemos este jeito de exercer o poder, o jeito masculino de fazê-lo, e ai de nós se não for assim, já que é este jeito que nos mantém ou destitui da coisa toda. A coreografia dos gestos irrefletidos, frutos da consciência embargada, valeu-lhe um câncer de útero. Foi uma das poucas narrativas sinceras que vi sobre o assunto.
Outro clássico que vale a pena lembrar é O cálice e a espada da americana Riane Eisler[4], onde ela estuda, ao longo da história do mundo, as relações entre os homens e as mulheres. Atenta para o fato de que não haveria nenhuma evidência consistente, depois de tantas tentativas de prová-la, da existência de um matriarcado na história do mundo. Um matriarcado, que em exata oposição ao patriarcado seria uma sociedade onde as mulheres dominariam os homens. Para a autora isso não aconteceu e esclarece que sim, o que criou uma cultura da deusa ao longo da história do mundo e que é a que sobrevive na nossa memória, seriam momentos em que as mulheres, em comunidades matricêntricas, tinham um lugar de destaque e eram valorizadas num patamar de igualdade aos homens que simplesmente exerciam funções diferentes das delas. Aponta Creta como um momento de excelência desta evidência e propõe que estes momentos da história do mundo se constituíram em momentos de grande florescimento cultural, espiritual e de pacificação.
A teoria de Eisler, que é muito mais inteligente e abrangente do que eu possa contar numa crônica, propõe que para que entendamos as complexas relações de dominação entre os homens e as mulheres, é necessário um olhar diferenciado sobre estas relações através do que ela chama de uma teoria da transformação cultural, a partir de uma perspectiva holística e que reflete sobre os dois modelos básicos de sociedade que subjaz à grande diversidade superficial da cultura humana. Um seria o modelo dominador, popularmente chamado de matriarcado ou patriarcado, onde uma metade da humanidade exerce a supremacia sobre a outra, e o outro modelo chamado de parceria, baseado num princípio de união e onde a diversidade não é equiparada à inferioridade ou à superioridade.
O trabalho de Eisler que começa com estas considerações, no início dos anos 80, teve desdobramentos importantes e o livro que trata sobre o Poder da parceria[5] fez da autora uma importante ativista pela paz. Ela, recentemente, em entrevista ao GNT, disse que o Brasil, através do Bolsa Família, se constitui num exemplo a ser seguido pelo mundo, como uma prática de economia solidária e de pareceria. Ela, portanto, propõem sim, uma alternativa ao que temos no poder, um poder de parceria, onde o lugar das mulheres seja outro, diferenciado, e que sua maneira de estar no poder seja inovadora, negando, entre outras coisas, uma cultura da hierarquia burra, do mundo da guerra e da violência desmedida.
A baleia mal respira dentro de mim, sinto-lhe as ganas de mover-se com força e agilidade, dar uma rabanada com a cauda, mover-se, mas suas forças se esvaem. As minhas mais sinceras esperanças vão-se junto com elas.
A sensação é a de estar vivendo uma oportunidade única e, ao mesmo tempo, a de estar presenciando um irreparável desperdício histórico. O que para mim, na metade da jornada da vida, me abate sobremaneira, sabedora de que não temos muito mais tempo assim para erros incorrigíveis. A oportunidade única deve-se ao fato de que temos, neste momento, duas mulheres candidatas à Presidência da República do País. O desperdício histórico é porque a sociedade brasileira decidiu não pensar sobre este assunto, fazer de conta de que isto não está acontecendo e de onde podemos concluir que se as respostas têm sido imbecis, infantis, senso-comunsíssimas, é porque há uma ausência absoluta das perguntas importantes. E, portanto, a impossibilidade de um debate que não pode ser feito às pressas e nem sob censura.
Fala-se do figurino e do penteado das candidatas, fala-se de sua orientação sexual, falam-se banalidades e superficialidades. A candidata Dilma foi elevada a uma condição de Magna Mater, ao lado do Presidente Lula, que por sua vez, foi elevado a um patamar de líder intergaláctico ou a uma espécie de vice-Deus, coroados agora pelo nascimento de um menino chamado Gabriel, que nasceu abençoado como um anjo, o que nos faz lembrar, uma fábula outra, muito antiga, tão antiga como a existência das baleias, este bicho tão inconveniente a me triturar as vísceras de angústia e agonia.
A propaganda eleitoral do Partido dos Trabalhadores, ao criar esta tríade de presépio, repetida à farta nos comícios, nos discursos e nos palanques, de diferentes maneiras, nega, na prática, o próprio trabalho da Secretaria Especial de Políticas das Mulheres do governo Lula, que as coloca, às mulheres brasileiras, em seus projetos e programas, como protagonistas autônomas e empoderadas sem fazer este uso reacionário e ideológico da figura da mamãezinha terna, coadjuvante, subserviente e subalterna que tem de cuidar do mundo. E trata, assim, o povo brasileiro como um bando de debilóides. Cala a boca baleia, morre baleia!
Continuo sem respostas para as minhas perguntas. As mulheres querem o poder? E chegando lá como querem exercê-lo? Da mesma maneira que os homens? Há outro jeito das mulheres estarem no poder? Como é esse jeito? E os homens, como vão lidar com as questões propostas pelas mulheres? E se elas não concordarem? E se elas se rebelarem? E se elas não obedecerem? Qual o significado do desinteresse de um grande número de mulheres para que se lancem como candidatas? E qual o significado do voto feminino para tal ou qual candidato? E da rejeição deste mesmo voto para tal ou qual candidato? Baleia preguiçosa, burra, esqueceu de pensar, vai pagar caro por isso, pela inconsciência, baleia burra, morre baleia burra!
A poucas semanas da eleição sinto uma imensa frustração, já entrei na pressa da coisa toda, tomara que termine logo, tomara que termine de uma vez. Morre baleia, morre. Vai morrer na praia, seu bicho burro!
Mais uma vez o debate foi negligenciado. Mais uma vez o debate que envolve os desejos, os direitos e as reivindicações específicas das mulheres foi negligenciado, o mundo avança e a história das mulheres encalha como a baleia franca. Muito provavelmente a candidata Dilma será a próxima presidente do país. Pagaremos um preço alto pelas perguntas que deixamos de fazer, das vezes que deixamos de questionar com senso crítico e autonomia de pensamento, das vezes que deixamos de dizer não, de dizer que assim não nos serve, que não se pode tratar uma mulher de determinadas maneiras, como um ser sem vontade e de todas as vezes que compactuamos mudas com este tratamento e com a conivência e passividade de determinadas condutas, das vezes que nos omitimos, das vezes que calamos frente a impossibilidade de alguns tipos de alianças, das vezes que esquecemos que mais cedo ou mais tarde vamos ter de responder às nossas filhas, às nossas leitoras, às nossas alunas, pelas nossas próprias escolhas.
A baleia agoniza, mas não morre, a desgraçada!
Do outro lado do mundo, também numa praia, no final de junho, onze mulheres israelenses levaram mulheres palestinas para passear em Telavive e Jaffa, sem pedir autorização do governo do premiê Benjamin Netanyahu - em desafio à rigorosa lei de entrada em Israel, conforme nos conta Viviane Vaz[6] em matéria publicada no Correio Braziliense. "Nós comemos num restaurante, tomamos banho de mar e nos divertimos na praia". A jornalista Ilana Hammerman conta que os passeios entre palestinas e israelenses têm se repetido cada vez com um número maior de mulheres e se transformado num ato espontâneo de desobediência civil e pacífica já que elas não reconhecem a legitimidade da ocupação, dos muros e dos postos de controle instalados por Israel no território palestino da Cisjordânia.
A baleia sente um frêmito, um frêmito como um raio, como uma faísca, um esboço de resposta, quem sabe.
Enquanto as nossas reivindicações não forem claras, enquanto não modularmos o discurso de maneira inteligente e veemente, enquanto não dissermos a nós mesmas e ao mundo qual é a maneira que queremos exercer o poder e se de fato queremos fazê-lo, enquanto não articularmos a conduta, o gesto e a voz, só nos restará o expediente da desobediência, prática feminina tão antiga esta, que nos projeta para a margem do mundo, para fora da institucionalidade, transformadoras e revolucionárias algumas vezes, inoperantes e esquecidas, quase sempre. Que é como voltar sempre ao começo, ao começo do mundo, ao começo dos tempos. A baleia estertora dentro de mim, uma ânsia, sinto cólicas de angústia nestes últimos dias, o peso e a dor enorme de carregar esta baleia moribunda, as minhas esperanças maltratadas, e essa tristeza sem fim, uma oportunidade histórica desperdiçada, quanto retrocesso! Baleia burra. Vai morrer encalhada, vai morrer na praia, baleia burra!

1- Lélia Almeida é escritora. http://mujerdepalabras.blogspot.com/
3- MURARO, Rose Marie. Os seis meses em que fui homem. Rio de Janeiro: Rosa dos Tempos, 1993.
4- EISLER, Riane. O Cálice e a Espada: Nossa História Nosso Futuro. Imago: Rio de Janeiro, 1989.
5- EISLER, Riane. O Poder da parceria. São Paulo: Palas Athena, 2007.